13 de agosto de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Banda larga ainda é prioridade para o AM

Excluído do Plano Nacional de Banda Larga, lançado em agosto do ano passado pelo governo federal, o Amazonas ganhou mais um apoio na luta pela inclusão digital dos municípios do Estado

Excluído do Plano Nacional de Banda Larga, lançado em agosto do ano passado pelo governo federal, o Amazonas ganhou mais um apoio na luta pela inclusão digital dos municípios do Estado. Depois do Ministério das Comunicações, agora foi a vez do Ministério da Ciência e Tecnologia e da Telebrás (Telecomunicações Brasileiras S.A) sinalizarem ajuda. Com um projeto orçado em R$ 20 milhões, o governo do Estado pretende implantar nos municípios de Coari, Anamã, Anori, Codajás, Caapiranga, Manacapuru e Iranduba internet rápida com conexão de até 10 Gbps, vinda através do gasoduto Coari-Manaus.
Projetada pela Prodam (Empresa de Processamento de Dados do Amazonas) em parceria com a Sect (Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia), a iniciativa também contemplará alguns municípios que não fazem parte do trajeto do gasoduto. “Os demais municípios devem ser contemplados pelas fibras de outros fornecedores como Petrobras e Eletrobras, com a cobertura por satélite. Também já existe contrato com a Embratel e a Oi”, afirmou o consultor técnico da Prodam, Aristóbulo Araújo Angelim.
Além da fibra ótica da Petrobras, o projeto do governo do Estado também prevê a utilização dos 107 km de fibra ótica da Amazonas Energia, distribuídos nos municípios de Manaus, Iranduba e Presidente Figueiredo. Já São Sebastião do Uatumã, Urucurituba, Itacoatiara, Silves, Itapiranga e Rio Preto da Eva, que estão na rota do Linhão de Tucuruí, também seriam contemplados.
A rede de fibra ótica da Oi, que está integrando Manaus ao sistema de banda larga, também pode beneficiar Presidente Figueiredo, assim como Humaitá, Manicoré, Borba, Manaquiri, Careiro e Careiro da Várzea também podem ser alcançados com a rede da Embratel.
“A ideia é viabilizar, o quanto antes, novas alternativas de internet, já que o Linhão de Tucuruí está previsto para chegar a Manaus apenas em 2013, e não podemos esperar”, ressaltou Angelim.
Nos municípios que não recebem qualquer conexão, o Estado pretende a ampliação dos links via satélite do SIPAM (Sistema de Proteção da Amazônia) e do GESAC (programa de inclusão digital do governo federal).
“O Amazonas ficou fora do Plano Nacional de Banda Larga por falta de infraestrutura, mas com o apoio do governo federal poderemos utilizar as estruturas já existentes, e com isso, pelo menos 20 municípios do Estado já poderiam fazer parte do PNBL”, ressalta Angelim, que afirma ainda que as negociações para incluir o Amazonas no Plano Nacional de Banda Larga já estão avançadas.
Para o deputado e presidente da Aleam (Assembleia Legislativa do Estado), Ricardo Nicolau, a iniciativa do governo precisa estar aliada a projetos que tenham como principais incentivadores a iniciativa privada, de acordo com ele, a questão é social e precisa ser encarada como fator ímpar para a inclusão digital dos amazonenses. “O Estado por si só não possui recursos para levar a internet para todos os 61 municípios, temos que correr atrás de grandes parcerias”, comentou o parlamentar.
Já Marcelo Ramos (PSB) acredita que não bastam conversas. Em entrevista à reportagem, Ramos disse não ver resultados próximos para o impasse, que não possui “rentabilidade do ponto de vista comercial”, “não vejo quem queira financiar”. “Portanto precisa ser uma ação de governo caríssima. Falar em banda larga no interior, significa falar de distribuição de cabo de fibra ótica, o que demanda um alto preço. É preciso cobrar as alternativas discutidas pelo governo federal”, falou.

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