15 de abril de 2021

Bancos ganharam US$ 5.2 bi no segundo trimestre com derivativos

Os bancos comerciais nos Estados Unidos tiveram no segundo trimestre um ganho de US$ 5.2 bilhões em negócios com derivativos, instrumento financeiro que está na raiz da crise financeira que jogou o mundo na recessão

Os bancos comerciais nos Estados Unidos tiveram no segundo trimestre um ganho de US$ 5.2 bilhões em negócios com derivativos, instrumento financeiro que está na raiz da crise financeira que jogou o mundo na recessão.
A aceitação desse tipo de papel aumentou devido a uma percepção menor de risco no mercado global, segundo dados divulgados pelo Escritório do Controlador de Moeda, uma divisão do Departamento do Tesouro dos EUA.
Segundo o documento, 1.110 bancos comerciais dos EUA informaram possuir ou negociar com derivativos no segundo trimestre, contra 47 no primeiro. Apesar do grande número de instituições envolvidas em negócios com derivativos, 97% do volume total ficou nas mãos de cinco grandes bancos -JPMorgan Chase, Goldman Sachs, Bank of America, Citigroup e Wells Fargo. O valor no trimestre passado é 47% menor que o visto entre janeiro e março, quando chegou ao recorde de US$ 9.8 bilhões. A queda, no entanto, era esperada e se deve em parte, ao menos, a variações sazonais, segundo o escritório do governo. Os bancos haviam ganhado US$ 1,6 bilhão com derivativos nas negociações no segundo trimestre do ano passado.
A exposição de crédito dos bancos -considerada a principal medida nas negociações com derivativos- caiu em 20%, para US$ 555 bilhões, no trimestre passado.
A vice-diretora da agência do governo, Kathryn Dick, disse que a diminuição do risco, ainda está “alta, por qualquer medida de exposição de crédito”.
Em 2008, quando a crise ganhou força, o setor bancário como um todo teve seu primeiro prejuízo nas operações com derivativos -uma perda de US$ 836 milhões para o ano todo -sendo que só no quarto trimestre a perda foi de US$ 9.2 bilhões-, contra um lucro de US$ 5.5 bilhões em 2007.
Derivativos são papéis que tem seu valor derivado de outros ativos -ações, títulos, commodities e moedas- com a finalidade de assumir, limitar ou transferir riscos.
São instrumentos financeiros considerados de risco, uma vez que a avaliação de seus valores e das consequências de seu uso generalizado é muito complexa em um mercado financeiro cada vez mais globalizado.

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