Banco Central mantém juro e melhora avaliação sobre economia

Prevendo que a produção neste trimestre vai chegar aos níveis de antes do terremoto de 11 de março, o Banco do Japão (BOJ, Banco Central) elevou a avaliação da economia em julho pelo segundo mês consecutivo, mas o presidente do banco advertiu que futuros apagões representam ameaça de longo prazo. Apesar dos sinais positivos, o conselho de política monetária do BOJ decidiu ontem, por unanimidade, manter a taxa básica de juros na faixa de 0% a 0,1%
“A atividade econômica do Japão está crescendo com uma diminuição das limitações no lado da oferta causadas pelo desastre”, disse o BOJ no comunicado após a reunião de dois dias de seu conselho de política monetária. O banco acrescentou que a produção -que declinou fortemente depois do terremoto- mostrou recentemente sinais de crescimento, levando a uma recuperação das exportações.
O texto foi mais enfático do que em junho, quando o Banco Central disse que a economia ainda enfrentava “pressão recessiva” do terremoto de março, principalmente na produção. Mas o presidente do BOJ, Masaaki Shirakawa, emitiu nota de cautela sobre as perspectivas de longo prazo. “Estou plenamente consciente de que há vários riscos domésticos e no exterior”, disse Shirakawa, acrescentando que está preocupado com a possibilidade de que a falta de energia leve as empresas japonesas a levar sua produção para fora do país.
Shirakawa disse que, se todas as usinas nucleares do Japão forem fechadas, as atividades econômicas vão desacelerar e o crescimento potencial de longo prazo pode diminuir. Depois da crise na usina Fukushima, outros reatores que foram fechados para manutenção continuam sem operar por causa das preocupações com segurança.

Dívida europeia

O presidente do BOJ reconheceu que o problema da dívida europeia constitui risco para a economia japonesa, mas disse que a exposição das instituições financeiras do país aos títulos do governo grego é pequena. Ele afirmou que o BOJ examina os movimentos dos mercados de câmbio desde que a cotação do dólar mergulhou para 80 ienes pela primeira vez em 10 de junho. Mais tarde, a moeda dos EUA chegou a ser cotada em 79,16 ienes.
O comitê de política monetária revisou estimativas de crescimento e inflação, que haviam sido apresentadas no relatório semestral de abril. A previsão para o crescimento do PIB no ano fiscal corrente diminuiu de 0,6% para 0,4%.

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