Banco Central e Fazenda têm análises diferentes sobre os rumos da inflação

O efeito da apreciação cambial na economia neste início do ano tem reforçado o discurso da ala conservadora do Banco Central de que ainda não é possível afastar de vez a possibilidade de uma alta nos juros.
A tese conta com o argumento de que a contribuição do câmbio para controlar os preços será parcialmente anulada pelo maior crescimento do nível de atividade.
A avaliação se contrapõe à linha defendida no Ministério da Fazenda. Por essa segunda corrente, a taxa de câmbio atual favorece o combate à inflação -a trajetória dos índices de preço no início de 2008 mostra isso- e os desdobramentos da crise nos EUA também não afetaram tanto o país. Assim, a necessidade de subir os juros seria coisa do passado.
Na verdade, o presidente do BC, Henrique Meirelles, e sua equipe não querem ter que elevar juros, mas evitam embarcar no discurso de que o pior já passou. Temem uma virada no cenário internacional ou mesmo uma aceleração ainda maior do nível de atividade com repercussão mais séria na inflação.
Preferem a cautela e querem esperar mais um pouco antes de descartarem de vez essa possibilidade. Meirelles já pavimentou esse caminho com o presidente Luiz Inácio, o que, acredita, reduz o desgaste do BC dentro do governo e alivia pressões das correntes contrárias à posição conservadora do BC.
A preocupação de Lula é se o cenário atual, especialmente o câmbio, afetará o crescimento da economia previsto em 5% neste ano.
A resposta dos seus auxiliares foi que não. Ao contrário, segundo a Folha apurou, eles argumentaram que o mercado interno está aquecido, e o Brasil produz o que o mundo quer comprar atualmente.

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