Bancários fazem nova manifestação de alerta

Bancários realizaram manifestação na manhã de segunda-feira (3) na avenida Sete de Setembro, no centro de Manaus. De acordo com o presidente do sindicato que representa a categoria no Amazonas, Nindiberg Barbosa, o principal objetivo é “provocar os patrões”.
Para o CN (Comando Nacional), as negociações da Campanha Nacional 2012 junto à Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), não têm sido favoráveis e, por isso, anunciam a possibilidade de paralisação para os próximos dias em todo o Brasil. “Nossa campanha já está nas ruas. A sociedade precisa saber que estamos em período negocial com os banqueiros e, caso não haja consenso, os bancários irão à greve a qualquer momento”, explica o diretor de imprensa do comando, Manoel Façanha.
Segundo dados cedidos pela representação nacional, a categoria conseguiu paralisar 7.865 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados em 25 Estados e no Distrito Federal -o que representa aproximadamente 40% das 20 mil agências espalhadas pelo país.
Em Manaus, o movimento seguiu contido. A diretoria do Seeb-AM (Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Amazonas) destaca que as agências continuam funcionando de maneira regular e que não há indícios diretos de greve entre os bancários do Estado do Amazonas.
“Vamos continuar mobilizando a classe e informando a todos sobre as próximas reuniões. A adesão de paralisação só será confirmada em caso de não conseguirmos nossos reajustes”, destaca Barbosa. A partir desta terça-feira (4), outras agências também se unirão ao processo de mobilização.

As reivindicações

O titular do sindicato em Manaus explica que a categoria reivindica aumento salarial de 10,25% (entre salário e ampliação na participação nos lucros, o que implica 5% de aumento real acima da inflação).
No entanto, durante as duas últimas rodadas de negociação -realizadas nos dias 28 e 29 de agosto- na Fenaban, em São Paulo, a proposta dos banqueiros chegou a um reajuste de 6%. “Nesta terça-feira a classe se reúne em âmbito nacional para tratar do assunto com o sindicato patronal”, diz Nindiberg Barbosa. O encontro será formalizado em São Paulo.
“Estamos mobilizando os colegas e informando que após essa reunião, dependendo do resultado proposto à categoria pode vir a paralisar as atividades para forçar a melhoria no reajuste salarial” ressaltou o presidente.

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