12 de maio de 2021

Avicultura do Amazonas ganha Comissão na Faea

Na última quinta-feira (3), no auditório da Faea (Federação de Agricultura e Pecuária do Amazonas), mais uma vez o seu presidente, Muni Lourenço, abre as portas da entidade para o fortalecimento do setor primário do Amazonas em defesa do pequeno, médio e grande produtor rural. Foi instalada a Comissão de Avicultura tendo como presidente o empresário Kuniya Takano, na vice-presidência o jovem empresário Luiz Mário Peixoto, e na secretaria da Comissão, o também empresário Milton Sakamoto. Todos com larga experiência e conhecimento na atividade. É mais uma importante iniciativa da Faea sob o comando do seu presidente Muni Lourenço, que já conta com as comissões de fruticultura, pecuária, jovem rural e, em breve, vem a de Aquicultura. De longe, lá de cima, tenho certeza que o saudoso e inesquecível Dr. Eurípedes Lins está feliz com esse momento, por tudo que ele representou ao setor de avicultura do Amazonas. O encontro contou com a presença da Conab e do Ministério da Agricultura. Só não entendi a ausência do secretário de produção rural do Amazonas, José Aparecido, em evento de grande importância para uma cadeia produtiva que enfrenta problemas, mas que emprega 20 mil pessoas no Amazonas, mantendo 2,5 milhões de aves no Estado, e garantindo a produção de 2 milhões de ovos por dia. O setor movimenta R$ 250 milhões por ano. Luís Mário, vice-presidente da Comissão, disse que “é muito difícil ser produtor no Amazonas” e também lembrou a forte presença de “ovos de Mato Grosso em Manaus”. Por uma questão de qualidade, e não de preço, não compro ovos de fora, de outros Estados, só o regional. Na hora de quebrar e fritar os ovos a diferença é visível.

Minhas sugestões à Comissão de Avicultura
1) A região Norte ainda detém um dos maiores índices de extrema pobreza, e no Amazonas a situação é ainda mais grave (metade na pobreza, segundo o IBGE). Portanto, penso que seja indiscutível a importância de carnes e ovos a preços mais acessíveis em especial para a população de baixa renda. Essa argumentação precisa estar presente em todos os pleitos da Comissão de Avicultura;

2) Com relação aos leilões de milho do estoque público do governo federal, que beneficiam os grandes criadores, é urgente manter certa regularidade para atender os criadores do Norte, prioritariamente aos Estados que não cultivam milho e os que passam por enormes entraves ambientais e fundiários que impedem o avanço nessa direção. Além da regularidade nos leilões, o prêmio deve ser permanente e diferenciado em razão das distâncias (terrestre e fluvial);

3) O Amazonas não tem soja, só agora voltou a plantar em Humaitá. O ministro Blairo Maggi já colocou o Grupo Maggi/Porto Graneleiro de Itacoatiara para deixar parte da soja e milho no Amazonas, mas disse ao secretário Aparecido, meses atrás, que é preciso mexer na legislação para que isso aconteça. Pergunto: o que tem feito a SEPROR nessa direção? O presidente Muni e o Kuniya Takano também tocaram nesse assunto;

4) Também entendo que há a necessidade de se revisar os limites fixados no Programa de Vendas em Balcão para a região Norte. Os atuais impedem e limitam o crescimento da atividade, que é básica para a segurança alimentar e nutricional. Além disso, deixa fora um expressivo número de criadores que não tem condições estruturais para acessar os leilões. O Sakamoto tocou nesse assunto em sua manifestação. É só analisar o acesso do Amazonas aos últimos leilões feitos pelo governo federal e constatar o baixíssimo acesso dos criadores locais;

5) A instalação de unidades satélites em Itacoatiara e Manacapuru mencionada pelo atual superintendente da Conab, Serafim Taveira, é outro assunto que precisa entrar em pauta na Comissão, pois vai facilitar o acesso de pequenos criadores ao estoque público de milho;

6) Aumentar a capacidade estática de armazenagem pública em Manaus também deve entrar em pauta. Em outra oportunidade detalho os motivos;

7) Cobrar do governo o cultivo de milho em nossas terras (várzea e terra firme). O Sebastião, representando a SEPROR, defendeu esse caminho;

8) Cobrar um abatedouro público para atender os pequenos criadores de animais. Por falar em pequenos criadores de aves, além da presença deles no auditório, a atividade foi defendida por membros da mesa e da plateia. Muito bom!

*é servidor público federal, administrador, especialização na gestão da informação ao agronegócio – [email protected]

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