16 de abril de 2021

Avicultura deve exportar 6,5% em 2010

Impulsionada por tecnologia, a avicultura do Brasil deve bater recorde de exportação em 2010.Estimativa da Safras & Mercado aponta para, até o fim do ano, um volume total de carne de frango embarcada de 3,864 milhões de toneladas, alta de 6,15% sobre 2009

Impulsionada por tecnologia, a avicultura do Brasil deve bater recorde de exportação em 2010. Estimativa da Safras & Mercado aponta para, até o fim do ano, um volume total de carne de frango embarcada de 3,864 milhões de toneladas, alta de 6,15% sobre 2009. A produção nacional também segue em ritmo de crescimento, com avanço de 8,33%. Em 2010, o país deve produzir, ainda de acordo com a Safras, 11,969 milhões de toneladas de frango.
Para atender as exigências do mercado internacional, segundo Fernando Henrique Iglesias, analista da Safras, o produtor, especialmente do sul do País, tem investido cada vez mais em tecnologia, matrizes e genética.
Os maiores estados produtores da carne – Santa Catarina, Paraná e o Rio Grande do Sul – são os que mais investem em ganho de produtividade e qualidade. De acordo com Iglesias, o desenvolvimento do setor acompanha a evolução econômica do país. “O aumento na renda puxa o consumo de carne”, diz.
Levantamento da Safras mostra ainda que nos meses de julho e agosto as exportações de frango do Brasil foram as mais elevadas do ano. Julho registrou 360,5 mil toneladas de frango exportadas, alta de 13,66% sobre os números do mesmo período em 2009. Agosto teve 347,9 mil toneladas, avanço de 15,49% nos embarques ante o registrado no ano anterior. “O recorde de exportação foi em maio de 2008, quando o País enviou 361,4 mil toneladas”, afirma.

Kit aviário

Para Paulo Figueiredo, engenheiro mecânico e especialista em desenvolvimento de produtos da sueca Husqvarna, os investimentos em mecanização da produção e melhoria na infraestrutura nos aviários aumentam a produtividade, a prevenção de doenças, com consequente redução do custo de produção. A Husqvarna, multinacional especializada no desenvolvimento de tecnologia para o manejo no setor agropecuário, aposta no Brasil com o lançamento do kit aviário, composto pelo Motocultivador TR 430, e duas opções de sopradores, 125BVx e o 356BTx, ambos responsáveis pela higienização da granja.
O investimento de no máximo R$ 8 mil com o kit, segundo Figueiredo, é devolvido em rentabilidade em sete meses. “Os dejetos das aves que são jogados fora, com o kit podem se transformar em composto orgânico para produção de café e laranja”, explica.
O preparo do solo, que gira em torno de R$ 4 mil a R$ 4,5 mil, segundo o engenheiro, sem as máquinas deve ser feito a cada quatro ciclos de aves na granja. Com os equipamentos, o solo pode ser refeito a cada sete ou oito ciclos.
No entanto, de acordo com Ricardo Gouvêa, diretor executivo da Acav (Associação Catarinense de Avicultura), apesar do setor trabalhar na melhoria de mercado, na ponta da cadeia, a rentabilidade não acompanha o movimento altista. “O governo precisa mudar a política cambial.”

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