Avaliação de Dilma em recuperação

A avaliação do governo da presidente Dilma Rousseff continua em trajetória de recuperação após abalo causado pela onda de protestos em junho, segundo pesquisa CNI/Ibope divulgada na sexta-feira. O percentual da população que avalia seu governo como ótimo ou bom aumentou de 31% em julho, quando chegou ao menor índice logo após os protestos, para 43% em novembro. Em setembro, esse índice era de 37%, segundo a mesma pesquisa.
A pesquisa foi feita entre os dias 23 de novembro e 2 de dezembro. O Datafolha também mostrou a trajetória de recuperação da popularidade da presidente, em pesquisa divulgada no início do mês. Segundo o Datafolha, o governo federal era aprovado por 36% dos entrevistados em agosto, mas agora esse índice está em 41%.
Os percentuais, porém, ainda estão longe da popularidade de Dilma antes dos protestos. Pela CNI/Ibope, Dilma chegou a 63% de avaliação positiva em março. A avaliação negativa da presidente permaneceu dentro da margem de erro na pesquisa divulgada hoje. O percentual dos que consideram seu governo ruim ou péssimo passou de 22% para 20%. Em julho, estava em 31%.
Também subiu a expectativa da população com o restante do mandato da presidente. O percentual dos que acreditam que o restante do governo será ótimo ou bom subiu de 39% para 45%.
A área da saúde, comandada pelo provável candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, é considerada uma das três áreas de pior desempenho por 52% da população. O percentual de desaprovação é de 72%, mas houve queda em relação à sondagem anterior, de setembro, quando chegou a 77%.

Reforma eleitoral

Com vetos, a presidente Dilma Rousseff sancionou hoje lei que promove mudanças na legislação eleitoral.Durante sua tramitação na Câmara e no Senado, ganhou a alcunha de minirreforma eleitoral e foi objeto de debate entre base e oposição ao governo, sobretudo nas questões que poderiam eventualmente já valer para as eleições de 2014.
A sanção foi publicada na edição de hoje no “Diário Oficial” da União com cinco vetos. Dilma vetou uma das partes mais polêmicas do projeto, que causou discussão durante sua tramitação no Senado, que autorizava que cooperativas e associações sem fins lucrativos ou cooperados ou associados contribuíssem para campanhas.
“A proposta amplia o rol de pessoas jurídicas que pode doar recursos para partidos e candidatos, sem oferecer, em contrapartida, outras medidas que assegurem maior controle e transparência sobre essas atividades. Nesse sentido, a inclusão das associações civis poderia servir como um veículo para doações indiretas das pessoas jurídicas para quem tal atividade esta vedada pelo próprio caput do artigo”, justificou a presidente.
Também foi vetado trecho da lei que limitava a veiculação de propaganda eleitoral por meio de faixas, placas, cartazes, bandeiras, pinturas ou inscrições, aposição de cavaletes e bonecos, o que, na justificativa do Palácio do Planalto, “limita excessivamente os direitos dos cidadãos de se manifestarem a favor de suas convicções político-partidárias”.
O projeto acaba com amarras para aplicação nas campanhas do dinheiro público que financia os partidos -hoje a lei prevê a aplicação obrigatória de pelo menos 20% deste montante nas fundações ou institutos partidários. O projeto determina ainda que a Justiça terá que se limitar ao “exame formal dos documentos contábeis e fiscais apresentados pelos partidos” na análise de suas prestações de contas, “sendo vedada a análise das atividades político-partidárias ou qualquer interferência” na autonomia das siglas.
Pelo texto aprovado, os últimos comícios das campanhas podem ser realizados até às 2h -hoje eles têm que ser encerrados às 24h. Outro ponto proíbe que candidatos ficha-suja indiquem substitutos às vésperas das eleições. A troca pode ocorrer até 20 dias antes da disputa.

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