Aumento da TEC pesa para consumidor

Mais um golpe no mercado de vestuário. É como a Abeim (Associação Brasileira do Varejo Têxtil) analisa a oficialização da nova TEC (Tarifa Externa Comum) para importação de confecções, que passa a vigorar a partir de agora.
Para a entidade, que congrega as principais redes do país que comercializam artigos de vestuário, o aumento da TEC de 20% para 35% deve pesar no bolso do consumidor nas compras de Natal.
De acordo com a Abeim, o varejo têxtil de grande superfície, representado pelas principais redes do Brasil, terá um crescimento de 30% este ano com a abertura de 150 novas lojas. A indústria têxtil, no entanto, cresceu apenas cerca de 2,6%, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Os números mostram que o varejo tem de suprir a demanda nacional com produtos importados diferenciados, pois o consumidor tem poder aquisitivo e disposição para comprar, mas a indústria local não acompanha esse crescimento.
No entanto, com o aumento da TEC, as peças importadas podem ficar até 15% mais caras neste final de ano. Essas importações representam cerca de 10% dos produtos comercializados no grande varejo.
A medida da Camex visa à proteção da indústria nacional contra produtos chineses, mas vale para as importações de qualquer país, com exceção dos membros do Mercosul. O bloco somente aprovou a medida após longas negociações do Brasil com o Paraguai e o Uruguai, que eram contrários à medida. A Abeim defende que as medidas para desenvolver a indústria têxtil local devem ser implementadas urgentemente, desde que não tragam prejuízos à cadeia de distribuição e aos consumidores. O Brasil é um dos campeões em impostos e o aumento da TEC apenas consolida esta posição.

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