Aumenta venda de álcool no Estado

O Amazonas registrou queda de até 14% no preço do álcool combustível em agosto no comparado ao mesmo período do ano passado. O levantamento, divulgado pelo Sindicam (Sindicato do comércio varejista de derivados de petróleo, lubrificantes, álcoois e gás natural do Estado do Amazonas) na última quinta-feira, reconheceu a alta de 42% no consumo do álcool no quatro bimestre frente ao observado no mesmo intervalo de 2006.
O presidente do Sindicam, Luiz Felipe Moura, analisou o baixo valor cobrado nas bombas em julho e agosto como o resultado do bom desempenho na safra canavieira deste ano, principalmente na região Centro-Oeste, principal fornecedora do combustível para o Amazonas.
A tendência, de acordo com o dirigente, é de que setembro mantenha a queda do preço nas bombas, uma vez que o Estado de Mato Grosso, de onde partem mais de 79% do álcool consumido no Amazonas, anunciou a plantação de 220 mil hectares para a safra 2007/ 2008, algo cujo resultado pode render 800 milhões de litros de álcool que forçará ainda mais a queda nos preços.

Preço nas bombas é o menor dos últimos meses

Luiz Felipe Moura explicou que, obedecendo a uma sazonalidade anual, o custo do litro do álcool tende a despencar nos postos amazonenses em até três meses após a alta da produção no restante do país, devido à desvantagem da logística em relação aos outros Estados.
“Essa queda nos preços já aconteceu mesmo em Estados vizinhos como o Pará ou Rondônia. Na medida em que o mercado local vai consumindo mais álcool, a tendência dos preços é novamente se estabilizar. Entretanto, só o desempenho direto nas bombas é que vai influenciar na permanência por mais um mês do baixo preço do álcool”, asseverou o titular do Sindicam, apresentando dados da ANP (Agência Nacional de Petróleo) os quais, paralelamente aos estudos do sindicato, apontam que, no quarto bimestre, o custo do litro de álcool na região Norte despencou de R$ 1,619 para R$ 1,359.

Falta
logística
Na análise da representante dos Postos ALG, Lygia Mattos, o velho problema da falta de logística pode emperrar a manutenção por longo prazo dos preços praticados nos postos de Manaus. Lygia defendeu a idéia de que o Amazonas deveria disponibilizar áreas para a criação de usinas e produção canavieira, a fim de alcançar a auto-sustentabilidade ou pelo menos parte dela, igualando-se à realidade dos grandes centros fabris.
“Atualmente, grande parte dos carros brasileiros já trazem como item de série motores bicombustíveis, atual tendência de mercado. Isto permite um consumo maior de álcool, principalmente em Manaus, onde o valor da gasolina é considerado pelo consumidor como um dos mais altos do país”, assegurou a executiva.

Melhorias
imediatas
Mas para o gerente-geral dos Postos PetroAmazon, Everaldo Reis, o caráter sa-zonal do custo do álcool hidratado impede a ampliação do comércio sucroalcooleiro e os avanços na distribuição na capital amazonense. O executivo reclamou que o governo, como forma de incentivar a venda do biocombustível, precisaria efetivar melhorias no setor para dar reais garantias de mercado competitivo para os donos de postos.
“Essa carência de condições mais apropriadas, nos levou a abandonar por completo a venda de álcool hidratado”, explicou Reis.
A validade do preço cobrado em Manaus, entretanto, longe de parecer uma discussão de longa data, foi bem aceita pelo consumidor na região Norte, segundo o estudo divulgado apresentado pela empresa Ticket Car na última quinta-feira. Na pesquisa, a empresa apontou que em apenas seis estados brasileiros (Acre, Amapá, Pará, Piauí, Roraima e Sergipe), a gasolina ainda é mais vantajosa que o álcool.
Conforme os dados da Ticket, em agosto, o prelo da gasolina, com 25% de álcool anidro em sua compo-sição, saltou de R$ 2,546 para R$ 2,486, o que representa uma redução de 2,36% frente ao mesmo mês do a-no anterior. Os demais combustíveis não tiveram discretas variações. O litro do diesel caiu 0,21%.
O botijão de gás co

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