Aumenta escolaridade nas pequenas empresas

As micro e pequenas empresas tornaram-se mais exigentes em relação aos seus funcionários. Entre 2001 e 2005, houve redução no contingente de analfabetos nos setores de comércio, serviços, indústria e construção, conforme estudo divulgado hoje pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) e Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). Ao mesmo tempo, cresceu a proporção de empregados que concluíram o ensino médio e o ensino superior.

O setor de comércio foi o que registrou a maior queda no analfabetismo. Nos quatro anos, houve um decréscimo de 60% no número de empregados nessa situação. Observou-se também um recuo em termos proporcionais. Em 2001, 0,78% dos trabalhadores nesse ramo eram analfabetos, contra 0,23% em 2005. Em contrapartida, o número de funcionários com ensino médio completo deu um salto de 79%. Proporcionalmente, os trabalhadores com esse nível de instrução representavam 30% do total em 2001, e em 2005 já correspondiam a uma fatia de 42%.

A indústria também assistiu a uma forte incorporação de empregados com 2º grau completo. Só nas pequenas empresas, o aumento na contratação de profissionais com esse grau de instrução foi de 83%.

O setor de serviços foi o que mais empregou funcionários com nível superior. O número de graduados no segmento passou de 386.374 para 619.313.

Na construção civil, também houve aumento na escolarização, embora de forma menos acentuada. A queda no analfabetismo foi de 39,53%. Já o recrutamento de empregados com nível superior cresceu pouco mais de 14%.
“O estudo mostra que foram fechados postos de trabalho em micro e pequenas empresas para pessoas com baixa escolaridade. A idéia de que essas empresas contratam trabalhadores desqualificados se mostrou falsa”, disse o diretor-técnico do Dieese em São Paulo, Clemente Ganz Lúcio.

Segundo ele, isso é resultado da melhora da escolaridade no país, de um lado, e da própria exigência dos micro e pequenos empresários, de outro. “Passa a ser um requisito a mais [o maior grau de instrução], mesmo que a função não exija um nível maior de escolaridade.”

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