Auditores fiscais insistem em nova operação-padrão

Auditores fiscais realizaram mais uma operação-padrão nacional ontem e a capital amazonense também foi inclusa na programação. Nenhum dos postos da Receita Federal realizou processos de liberação de mercadorias. Embora não seja a primeira vez que a classe sinalize uma possibilidade de greve, empresários do Polo Industrial de Manaus temem novos prejuízos financeiros.
O vice-presidente do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), Mauricio Loureiro, chama a atenção para os impactos que essas medidas podem acarretar para a indústria. Inicialmente, a produção não será afetada já que as empresas contam com estoque. “No entanto, semana após semana, a produção pode se atrasar no caso de a greve se estabelecer”, lamenta Loureiro.
Tendo como base os prejuízos gerados na última greve da categoria (ocorrida em 2009), o presidente do Cieam, Wilson Périco, aponta que o faturamento pode diminuir em mais de R$ 150 milhões por dia para o PIM. Segundo ele, as consequências da interrupção de quase dois meses pôde ser sentida por mais de dois bimestres. “A indústria depende de insumos para produzir. Se damos falta de um componente, a produção pára”, explica.
Além da suspensão nas operações de liberação de cargas encomendadas às fábricas locais, o vice-presidente do Sindifisco Nacional (Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal), Marcos José Souza Neto, comenta sobre a interdição do prédio da Inspetoria da Alfândega no Porto de Manaus. Devido à subida do nível das águas do rio Negro, o representante aponta as dificuldades enfrentadas para realocar tanto os fiscais quanto as mercadorias recém-chegadas nas outras unidades da Receita Federal da capital.
Embora a unidade do Porto concentrasse o maior volume de insumos do Estado, o presidente do Sindifisco-AM, Eduardo Toledo, destaca que apenas 60 servidores federais comandavam as operações. O número representa apenas 29% do necessário para cumprir o cronograma de atividades com eficiência. “O certo seria contarmos com 200 auditores”, contabiliza.
O ‘Dia da Mobilização’ afetou todos os negócios de importação realizados por empresas, e também compras de artigos importados realizados por pessoas físicas e jurídicas em portais de comércio eletrônico. Não houve mudança no padrão de inspeção das malas de passageiros que desembarcam no país.
No total, esta já é a quinta operação-padrão realizada em 2012 pelos auditores fiscais no país e que tem repercussão na capital amazonense. Caso as reivindicações salariais não sejam atendidas, a categoria oficializa a greve a partir da segunda quinzena de junho.

Motivo da paralisação

Segundo o presidente do Sindfisco (Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Amazonas), Eduardo Toledo da Silva, o principal objetivo é sensibilizar o governo sobre as reivindicações de melhorias salariais aprovadas em Assembleia Nacional em março deste ano. O reajuste seria de 30,19% no salário final. “Nós não queremos greve, mas precisamos chamar a atenção de Brasília para os nossos problemas”, destaca.
O último ajuste salarial concedido à categoria foi em 2008, tendo sido parcelado até 2010. Em 2011, as solicitações de negociação não foram atendidas. Este ano, o sindicato se uniu e pretende ir até a presidente da República para ser ouvido. “A nossa primeira reivindicação é de poder se expressar! Sabemos que este ano não teremos aumento, mas já estamos nos programando para entrar no orçamento nacional do ano que vem!”, explica Toledo.

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