Audiência pretende discutir abatedouros clandestinos

Realizado sem as mínimas condições de higiene, o abate de animais nos municípios do interior do Amazonas vem expondo a população aos riscos do consumo da carne contaminada

Realizado sem as mínimas condições de higiene, o abate de animais nos municípios do interior do Amazonas vem expondo a população aos riscos do consumo da carne contaminada.
Segundo dados do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Amazonas (CRMV-AM), 56 municípios do interior são abastecidos com carne procedentes de locais improvisados, sem higiene e sem a vistoria de um médico veterinário, que é o profissional habilitado para a análise da sanidade dos produtos de origem animal.
No Amazonas, apenas Manaus, Parintins, Itacoatiara, Manacapuru, Iranduba e Boca do Acre possuem abatedouros regularizados. Nos demais municípios, os animais são abatidos em estabelecimentos inadequados, sem que os gestores municipais tomem providências para coibir essa prática.
Segundo o vice-presidente do CRMV, Gilmar Rocha, nos abatedouros a vistoria do médico veterinário é indispensável para constatar se o animal abatido estava livre de doenças como a brucelose ou tuberculose, que podem ser contraídas pelo homem ao consumir carne de animais infectados.
A situação dos municípios abastecidos com carnes oriundas de abatedouros clandestinos será discutida, nesta segunda-feira (15), às 10 horas, no plenário da Assembleia Legislativa, em audiência pública de autoria do presidente da Comissão de Meio Ambiente da Ale, deputado estadual Luiz Castro.
Para o deputado Luiz Castro, o desrespeito ao direito do consumidor, que deveria ser resguardado do dano potencial à sua saúde, é uma questão preocupante. “Outro problema grave diz respeito aos resíduos produzidos nos abatedouros clandestinos, que quase sempre são descartados a céu aberto ou até mesmo nos rios, poluindo o meio ambiente”, observou o parlamentar.
Outro fato preocupante, segundo Castro, é a instalação de abatedouros clandestinos nas proximidades de cabeceiras de aeroportos e aeródromos, oferecendo riscos à aviação, devido ao grande número de urubus atraídos a esses locais pelo descarte de resíduos orgânicos.
A audiência pública irá reunir representantes das prefeituras e das Câmaras Municipais do interior, do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Amazonas, dos órgãos estaduais de saúde, produção rural e meio ambiente, além de entidades ligadas à agricultura e pecuária no Estado.

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