Atravessando o porvir – conclusão

Cumprido então o anunciado no segmento anterior, (Parte 3), cuja releitura restou aprovada, continuemos. Nessa mesma trilha, entre tantos episódios similares, até já citados linhas anteriores, desta vez desengavetou-se o evento intitulado As Faces de Bélmez, que vem a ser um suposto fenômeno paranormal, acontecido na Espanha, numa casa particular, na cidade de Bélmez (Bélmez de la moraleda), em 1971, onde os residentes afirmaram que apareciam rostos no piso de concreto da casa. Que coisa! Portanto, não estará fora da abordagem de início a narrativa aqui disposta, pois não?

Assim sendo, vencido o segmento proposto, voltemos a comentar a pandemia que a cada dia se mostra mais assustadora, segundo o noticiado. Sucede, nos moldes deste período de dias difíceis, assunto novamente abordado linhas adiante, neste articular se prefere denominá-lo apenas mesmo como pandemia em curso, tamanho é o pavor presente, mas muito porque atrelado à gritante designação copiosa como bem se vê por aí.

Dizem alguns, verdade que por vezes até com um certo charme cultivado quando proferida pelo interprete global Wiliam Bonner, noticiarista sempre a exibir caras e bocas mesmo quando nos conta de desgraças daquelas, não? Confere?

Intragável assim aludir a tal apodo que se impôs como trivial, passagem aliás já objeto de comentário anterior citado nesta mesma trincheira semanal, e que ora se volta a dizer. Sabe, parece que se ficarmos a ruminar pela desquerida denominação, aí mesmo é que a desgraça se encastoa. Esqueçamo-la!

Sabe-se lá. Seja como for, esse assustador terremoto de alcance global, no adjetivo, ao sacudir a rotina dos povos, no substantivo, por certo que tem levado a questionamentos de seus usos e costumes então comezinhos.

É a abordagem que cabia em face das passagens de cunho familiar anotadas no texto imediatamente anterior, ora ao lado destas mais, tudo inspirado na assombração que é o coron…não! Insista-se, expulsemos essa alma penada como doença endêmica que nos assola, sem que seja despropósito adjetivar o cenário como samba do crioulo doido, saboroso provérbio colhido do anedotário, e utilizado ao ensejo do mesmo assunto, quando daqui seguiu publicado em 23/28-03, sob o título Do Controle da Mortalidade.

Também na mesma fonte ali se disse, mas em 21/22-02, verbis: “… diante do não saber a origem dessa pandemia que nos persegue, palavra que por outra vem o impulso proclamado pelo detetive inglês Sherlock Holmes cuja manobra para resolver mistério o consagrou ao perguntar: O crime a quem aproveita?  Então caberia indagar se haveria algum governo interessado em reduzir o volume excessivo da população de seu país e, de quebra, vingar-se de outros povos? Ou, quem sabe, faturar bilhões vendendo a vacina milagrosa ao mundo contaminado? Saberemos a verdade?”

A esse respeito é a suposição hoje em curso. Não se está isolado na assertiva, basta consultar o noticiário. Noutra direção, convém dar voz a Thomas Robert Malthus, consagrado matemático e   demógrafo inglês, donde passagem de seu livro Ensaio Sobre o Princípio da População: “O poder da população é tão superior à capacidade da Terra de produzir meios de subsídios para o Homem que a morte prematura chegará, de uma forma ou de outra, à raça humana. Os vícios da humanidade agem de forma ativa e eficaz no controle da população…” Tema-se, não?

Por fim, remarque-se como se impôs o senso de abordagem que sustentou o presente tema, quando procurou um advento catalizador da crença capaz de estimular a quem iria se defrontar com o porvir, lá adiante no horizonte, estático e hibernando, apresentando-se enfim.  Já se disse, produto da longa cultura familiar, farta de conselhos e exemplos.  A saber, colhido da agenda de anotações paternas:  se for para chorar, que seja de alegria; brigar, que seja por seus direitos; para matar, que seja de saudade; para criticar, que seja construtivo; para cair, que seja para aprender a se levantar mais forte; para se despir em público, que seja de preconceitos; para embriagar-se que seja de felicidade; para dizer adeus, que seja à tristeza; mas correr não adianta, é preciso partir a tempo…

*Bosco Jackmonth é advogado (OAB/AM – 436). Contato: [email protected]

Fonte: Bosco Jackmonth

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