Atração de indústria depende de infra-estrutura

O Estado do Amapá precisa desenvolver portos e dotar seu DI (Distrito Industrial) de completa infra-estrutura para tornar mais eficiente a política de atração de investimentos. O DI foi loteado, mas não regularizado e atualmente nele estão instaladas, de forma precária, 57 pequenas fábricas, que exploram, por exemplo, a produção de polpa de frutas, produtos cerâmicos, além de transportadoras, funcionando no local antes mesmo da regulamentação da área.

A falta de infra-estrutura, apontaram técnicos do governo durante a oficina realizada pela Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) na última sexta-feira, na Seplan (Secretaria de Estado do Planejamento), com lideranças amapaenses para debater a revisão do planejamento estratégico da autarquia na região, seria um dos entraves ao desenvolvimento do setor. As atividades comercial e de serviços respondem por praticamente dois terços do PIB (Produto Interno Bruto) daquele Estado.
“Empresas até se interessam em se instalar no Amapá, mas quando percebem que terão que arcar com a infra-estrutura, desistem e vão para outros Estados”, ressaltou o diretor da Seicom (Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Mineração), Márcio de Carvalho. Além do mais, acrescentou o técnico, as fábricas do DI geram em média, cada, entre 40 e 60 empregos. “É muito pouco para um Estado que precisa gerar emprego e renda para uma população de 600 mil habitantes”, assegurou.

Além da necessidade de se investir em infra-estrutura voltada à potencialização do setor produtivo, foi consenso entre os representantes de instituições do Amapá, a necessidade de se destinar mais recursos para a ciência e tecnologia. “Sem investimento em inovação, em capacitação de recursos humanos dificilmente avançaremos na proporção das demandas do Estado e do potencial que temos”, destacaram o secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, Aristófanes Viana Fernandes, e os representantes da Unifat (Universidade Federal do Amapá).

O coordenador geral de Estudos Econômicos e Empresariais da Suframa, José Alberto da Costa Machado, destacou que é preciso, paralelo à locação de recursos para a melhoria da infra-estrutura, ficar claro que os incentivos fiscais garantidos pela ALC (Área de Livre Comércio) de Macapá e Santana também são voltados à industrialização. “A diferença é que essa produção tem que ser destinada ao mercado regional e exportação ou mesmo para o restante do Brasil se incorporar insumo regional”, enfatizou.

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