Ato lembra 20 anos da chacina da Candelária, no Rio de Janeiro

Cerca de 300 pessoas se reuniram hoje em um ato no centro do Rio para relembrar os 20 anos da Chacina da Candelária. Inúmeros cartazes com a foto dos oito adolescentes mortos e com pedidos de justiça foram espalhados no altar da Igreja.
Após a missa que reuniu entidades de direitos humanos, movimentos sociais e voluntários da JMJ (Jornada Mundial da Juventude), os manifestantes realizaram uma caminhada até a Cinelândia pedindo pelo fim da violência.
“Não basta termos leis, é preciso ter políticas públicas que garantam o direito das crianças e adolescentes, seres vulneráveis. São 20 anos da chacina da Candelária e 23 anos do Estatuto do Adolescente. Existe ainda um outro grupo da sociedade que faz um esforço grande contra isso e quer a redução da maioridade penal”, disse Patrícia Tolmasquim, representante de uma entidade judaica de direitos humanos que integra o movimento Candelária Nunca Mais.
Na noite de ontem, uma vigília em frente à Candelária reuniu cerca de 20 mães e dezenas de familiares de vítimas de outras chacinas ocorridas como a de Acari (1990), Vigário Geral (1993), Borel (2003), do Caju (2004), Jacarezinho (2007), Providência (2008) e da Maré (2013).
“Há quatro anos fazemos a vigília das mães que tiveram seus filhos chacinados e, há 20, este ato na Candelária assim como a caminhada pela defesa da vida. É sempre uma luta”, contou Tolmasquim.
Há três dias da chegada do Papa Francisco ao Brasil, o ato deste ano, que foi considerado como uma “vigília pelos direitos humanos” recebeu o ícone de Nossa Senhora e a cruz peregrina, símbolos da Jornada.
“O ato da chacina não estava na agenda da Jornada, mas conseguimos incluir os símbolos durante a vigília das mães”, contou Tolmasquim ao defender que o episódio da Candelária que matou oito crianças e adolescentes no centro do Rio não caia no esquecimento.
“Temos sede de justiça, temos que continuar chorando a cada criança inocente que morre”, declarou o padre Luiz Antônio, pároco de Vigário Geral.
Segundo o padre Renato da Casa do Menor, os meninos mortos são “os nossos mártires”.
“A vida pede passagem. Os jovens se tornam violentos quando são violentados pela sociedade. O Papa fala na globalização da insensibilidade”, comentou Padre Renato durante a missa na Candelária.

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