Ativos brasileiros alcançam US$ 615 mi

Outro item que merece ser destacado é “ativos brasileiros no exterior”, que teve seu valor, no caso negativo, muito acrescido em agosto, seguramente como uma das consequências das incertezas geradas pela crise externa. Os ativos brasileiros, que tiveram um fluxo de -US$ 3,2 bilhões em julho, passaram para -US$ 5,9 bilhões em agosto, sendo que em setembro, refletindo uma percepção de melhor avaliação da crise, alcança -US$ 615 milhões. mesmo período de 2006 (US$ 11,9 bilhões).

Os fluxos líquidos de IDE somaram US$ 1,5 bilhões em setembro, a 3ª redução consecutiva na margem, já que em junho o IDE totalizou US$ 10,3 bilhões, passando para US$ 3,6 bilhões em julho e US$ 2,1 bilhões no mês seguinte. Foi o 3º menor resultado do ano, superior apenas aos meses de fevereiro (US$ 1,4 bilhões) e maio (US$ 497 milhões), mas ainda assim esteve próximo aos US$ 1,6 bilhões da média dos fluxos de IDE no ano de 2006. No acumulado entre janeiro e setembro, o IDE atingiu um total de US$ 28,0 bilhões (média mensal de US$ 3,1 bilhões), crescimento de 135,3% com relação ao acumulado no mesmo período de 2006 (US$ 11,9 bilhões).

Os ingressos líquidos de investimentos em participação no capital chegaram a US$ 1,3 bilhões em setembro, contrapondo-se aos US$ 1,1 bilhões e US$ 1,6 bilhões obtidos em agosto último e em setembro do ano passado, respectivamente. Na modalidade de empréstimos intercompanhias, o resultado foi igual a US$ 194 milhões, uma queda substancial frente ao desempenho do mês anterior (US$ 923 milhões). Em setembro, nessa conta, os débitos somaram US$ 698 milhões e os créditos totalizaram US$ 891 milhões.

Em setembro, os ingressos brutos de IDE na modalidade participação no capital totalizaram US$ 1,4 bilhões, ou seja, um recuo de 23,7% com respeito ao registrado em setembro do ano passado (US$ 1,9 bilhões). Já no acumulado nos nove primeiros meses de 2007, o fluxo de IDE bruto fechou US$ 25,2 bilhões, ampliando-se 78,3% contra os US$ 14,1 bilhões acumulados no mesmo período de 2006.

Desses ingressos, o setor industrial recebeu no mês de setembro US$ 572 milhões (40,0% do total), retração de 8,7% com relação ao resultado de setembro de 2006 (US$ 627 milhões). No ano, o IDE destinado à indústria cresceu 90,6% em comparação aos mesmos nove meses de 2006 (US$ 5,2 bilhões), ao registrar US$ 9,9 bilhões até agora (39,5% do total). Para esse desempenho, cabe destacar os números das principais indústrias receptoras de IDE no ano: metalurgia básica (US$ 3,8 bilhões), produtos químicos (US$ 1,7 bilhões) e fabricação de coque, petróleo, combustíveis e álcool (US$ 967 milhões).

O investimento direcionado ao setor de serviços, de US$ 523 milhões em setembro, representou 36,6% do total de IDE. Frente ao mesmo mês do ano anterior, quando o investiemnto recebido pelo setor foi de US$ 1,1 bilhões, a variação foi negativa em 52,9%. No acumulado entre janeiro e setembro, o IDE em serviços somou US$ 11,8 bilhões (46,7% do total), aumento de 51,5% com respeito ao mesmo período de 2006 (US$ 7,8 bilhões). No ano, as atividades que mais receberam IDE nesse setor foram as de Intermediação financeira (US$ 3,1 bilhões), Serviços prestados a empresas (US$ 2,4 bilhões) e Comércio (US$ 2,1 bilhões).

A agricultura e o setor extrativista teve participação de 23,4% sobre o total de IDE em setembro, ao receber um total de US$ 336 milhões. Esse valor, por sua vez, equivaleu a uma expansão de 144,9% contra setembro de 2006 (US$ 137 milhões). No ano, o setor primário acumulou investimento da ordem de US$ 3,5 bilhões (13,8% do total), um salto de 204,7% em relação aos nove primeiros meses do ano passado (US$ 1,1 bilhões). Extração de minerais metálicos (US$ 2,6 bilhões), extração de petróleo (US$ 610 milhões) e agricultura e pecuária (US$ 246 milhões) se destacaram em termos de recebimento de IDE nesses meses.

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