Atividade econômica do país avança 0,7%, calcula Serasa

A economia brasileira cresceu 0,7% em fevereiro ante janeiro e 6,5% em relação a fevereiro de 2010, já descontadas as influências sazonais, segundo levantamento da Serasa Experian, empresa especializada em análises financeiras. O indicador da Serasa Experian antecede a divulgação oficial do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil, feita a cada três meses pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Na avaliação da Serasa Experian, a alta de 0,7% em fevereiro ante janeiro foi puxada pelo avanço de 0,9% no consumo das famílias e pela alta de 8,5% nos investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo), que se recuperaram da queda de 6% verificada no primeiro mês do ano. Segundo a Serasa Experian, o desempenho positivo na comparação mensal também foi sustentado pela alta nos três setores da economia: indústria (3,9%), serviços (0,7%) e agropecuária (0,4%).

“Desaquecimento incipiente”

Os economistas da instituição avaliam que o crescimento de 0,7% em fevereiro, após alta de 0,8% no mês anterior, revela que “o ritmo de desaquecimento da economia ainda é incipiente, porque vem afetando muito pouco o consumo privado”. Os economistas citam que a taxa anual de crescimento do consumo das famílias passou de 7% (fechamento de 2010) para 8,8% (acumulado do primeiro bimestre de 2011). Diante desse contexto, a entidade acredita que o governo ainda deverá adotar novas medidas para controlar o crescimento da economia e conter a alta da inflação.

Inflação e fluxo de capital externo fazem indústria rebaixar projeção de crescimento

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) revisou para baixo a taxa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2011. Segundo a entidade, a expansão da economia do Brasil deverá ficar em 3,5% neste ano, menos da metade do registrado em 2010, quando o PIB foi de 7,6%. A nova previsão fica abaixo da meta estipulada pelo governo em 2011, que é de 5%.
“O quadro mudou nesse início de ano com a inflação mais alta e a entrada de capital externo. Dessa forma, essa pressão de custos exige uma nova resposta da política econômica”, explicou o economista-chefe da CNI, Flávio Castelo Branco.
Para o PIB Industrial, a CNI também revisou para baixo a projeção de crescimento, passou de 4,5% em dezembro de 2010 para 2,8%. O consumo das famílias foi revisado de 5,1% para 4,5% na projeção e a taxa de desemprego se manteve em 6,0%.
O documento Informe Conjuntural divulgado pela CNI nesta sexta-feira, 15, traz ainda revisões para índices de inflação, de câmbio e de juros. Na inflação, a CNI aumentou de 5,0% para 6,0% o índice medido pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), resultado pouco abaixo do centro da meta do governo para o indicador, que é de 6,5%.
A previsão da entidade para o valor do dólar no fim deste ano recuou de R$ 1,70 para R$ 1,63. Já a projeção para a taxa básica de juros da economia (Selic) deve chegar a 12,50% ao fim do ano. Isso representa um aumento de 0,75 pontos percentuais em relação ao patamar atual, que é de 11, 75%.

Contas públicas

A CNI revisou para baixo a previsão para o deficit público nominal, de 3,20% para 3,05% do PIB. A estimativa para a dívida pública líquida, também apresentou queda de 40,4% para 39,9% do PIB. O superavit primário (economia para pagamento dos juros da dívida) alcançará 2,7% do PIB, em vez dos 2,2% previstos anteriormente.
A entidade também corrigiu para cima a previsão para as exportações em 2011, de US$ 228 bilhões para US$ 250 bilhões, bem como para as importações, de US$ 224 bilhões para US$ 230 bilhões. Com isso, a estimativa de saldo comercial para 2011 saltou de US$ 4 bilhões para US$ 20 bilhões.

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