Nosso país vive um momento de extrema importância em vários cenários nacionais. O conceito de Ética nunca foi tão exaustivamente debatido como agora. No sentido literal da palavra, estamos experimentando transformações nos campos político, cultural, social, financeiro e até moral que, apesar de importante, são tardias em relação aos anseios da globalização.

Nosso país experimentou, na década de 90, um choque com mudanças que Brasileiros não viam, havia quase 30 anos. A abertura do mercado interno aos produtos importados, com a conseqüente inclusão do Brasil na globalização, definiu também uma nova forma de visão humana para problemas ainda inexplicáveis para nós Brasileiros da época. Estabelecer contato com a realidade mundial foi acelerar uma vertente de crescimento que, em quase todo o mundo, já se fazia presente a mais de uma década.

Apesar dos resultados catastróficos das atitudes do, então presidente Fernando Collor não evidenciamos aqui, somente o aspecto negativo da mudança, pois seria leviano estabelecer parâmetros e conceitos, sem levar em conta todas as extremidades do fato. Vemos que a mudança nos preceitos da governança Brasileira, estáticos havia quase 3 décadas, era algo inexorável e iria acontecer mais cedo ou mais tarde. Porém, a forma escolhida foi extremamente incongruente com os objetivos do país.
Os ventos da mudança e da inclusão na era da globalização nos pegaram de surpresa diante de um cenário de conforto interno, qual crisálida que um dia acorda para o mundo e tem que lutar para adaptar-se ao novo meio. Diferente do inseto, o Brasil não se preparou para seu despertar. Fomos acordados de forma brutal para uma realidade que mudara, na época, nossos costumes, nossa forma de relacionamento, nossos produtos comprados e a venda de nossos produtos.

Apesar de estarmos no meio de um turbilhão de mudanças, ainda nos comportamos como se estivéssemos na zona de conforto anterior, onde as coisas aconteciam sem a interferência magistral do mercado externo. Alguns de nós, sentados em “berço esplêndido”, não percebemos que o cenário mudou, as pessoas evoluíram, nossos filhos têm costumes diferentes, nosso próprio comportamento reage de forma diferente às nossas existências.
A necessidade do aprendizado, preconizada por Peter Senge em sua “quinta disciplina”, faz alusão, justamente, aos matizes da mudança comportamental necessários ao crescimento das organizações, e é uma das exigências mais efetivas para as empresas que procuram o desenvolvimento efetivo e auto-sustentável.
Ainda não temos plena consciência de nossa condição de cidadão e agimos ainda como “súditos” de um regime que tem seus dias contados. A hegemonia que um dia foi dos senhores feudais, passou aos reis, depois para a igreja e agora é do estado. Ainda continuamos agindo como súditos não exigindo direitos, cumprindo deveres com resignação apostólica e aceitando mudanças despóticas e explicações espúrias, como súditos de um reino que ainda conspira internamente para continuar no poder.

Sem falso proselitismo ou intenções revolucionárias, afirmamos que o poder está, e sempre estará, nas mãos do povo. A maioria sempre prevalece, e neste assunto, para nossos políticos, é melhor manter os súditos movidos com pão e circo. Sem compreensão, educação, cidadania e respeito toda e qualquer mudança necessária à criação de nossas “asas da liberdade” estará fadada ao fracasso instantâneo, afogada em leis, deliberações políticas e expressões de corporativismo individualista de nosso congresso, câmaras de deputados e assembléias, que são atos danosos, principalmente, aos interesses da coletividade e ao estado de direito Brasileiro. Não devemos generalizar, por enquanto, a culpa pelos fatos que denigrem a política contemporânea Brasileira, mas, em sua maioria, o que podemos perceber são interesses individuais sobrepondo-se aos coletivos.

Nossa sociedade ressente-se no comércio, na indústria, nos serviços e em todas as áreas produtivas de nosso país

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