As urnas falaram, apesar dos pesares

Democracia também se faz nas urnas. Esta é a forma predominante de democracia que o Brasil reconhece para a eleição dos seus representantes no poder Executivo e Legislativo. A eleição de domingo se mostrou segura e definiu os novos rumos do país.

A realização da eleição 2020 em plena pandemia da COVID-19 não deve se tornar uma incógnita. Exercer a cidadania e sobretudo em respeito à Constituição Federal se faz necessária a realização do pleito. Até para afastar o fantasma do recrudescimento democrático e às ânsias autoritárias de alguns setores. Mas, sabemos que o momento é de cautela, observação e cuidados. Uma avaliação criteriosa é necessária para readequar a votação à situação atual atendendo às determinações e normas sanitárias da Organização Mundial da Saúde.

O Brasil que enfrenta a pandemia em situação de desigualdade, sem políticas sociais que garantam a sobrevivência da população mais vulnerável. Precisamos enfrentar a doença também nas urnas com voto consciente, almejando uma mudança estrutural. A pandemia veio para escancarar as mazelas já existentes no Brasil e até o trabalho de combate à doença tem se revelado injusto e cruel entre a população entre as classes sociais. 

Agora, mais do que nunca, precisamos praticar a democracia de forma clara e segura, com respeito à duração constitucional dos mandatos, sem qualquer extensão; realização de atos preparatórios de partidos políticos em ambiente virtual com a devida validação por parte da Justiça Eleitoral; Aprimoramento das ferramentas virtuais de campanha eleitoral, buscando maior igualdade de competição entre as candidaturas no uso destes mecanismos; Criação de mecanismos que garantam a efetividade do cumprimento da cota de gênero e da distribuição de recursos para as candidaturas de mulheres; Regulamentação da realização virtual de audiências no processo de Registro de Candidaturas são algumas das indicações para o processo eleitoral. 

Este ano houve ampla e antecipada difusão de medidas e protocolos adotados para a realização das eleições com a extensão dos horários e/ou dias de votação, com determinação de horários de votação preferenciais aos cidadãos pertencentes aos grupos de risco da Covid-19 pensando na segurança dos votantes.

Agora a escolha está feita. Resta-nos torcer pelo sucesso dos novos prefeitos e vereadores.

Por Eugênia Lima, presidente do PSOL Olinda

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