As empresas querem resultados

Não é preciso remontar há épocas tão distantes na vida profissional para recordar a maneira usual de se tratar os funcionários. Em sua maioria as organizações adotaram a ordem como forma de comando para obter resultados. É claro que ainda existe gente agindo desta forma atualmente, mas a questão já é bem discutida e as opiniões se divergem pela força encontrada no modelo de liderança servidora, cuja idéia central é a de que o líder serve ao seguidor através do suporte na comunicação, aprendizagem, motivação etc, e dele extrai maior produtividade. Novos tempos, novas demandas.
Contudo, apesar de tamanha revolução no cenário organizacional, novos problemas surgiram em decorrência da dificuldade de se implantar um modelo de liderança que preze o ser humano de forma aprofundada e com tantas nuances particulares. Ou seja, não é simples a troca da postura autocrática para um novo perfil democrático, com foco no compartilhamento de idéias e projetos, estímulo ao amadurecimento das pessoas e a geração do sentimento do bem-comum.
Embora seja uma tarefa árdua a formação da liderança servidora, tanto para os profissionais mais antigos (resistência a mudanças, velhas crenças a respeito da hierarquia, constatação de certa ineficiência no novo modelo de liderança no cotidiano, e conseqüente instalação de desânimo, etc) quanto para os jovens que ingressam no mercado de trabalho (mentalidade focalizada na gestão autocrática em razão do modelo de educação recebido em casa e na escola, forte pressão para se obter resultados rapidamente, falta de experiência na lida com as pessoas, traços de temperamento mais agressivo, etc), vale a pena investir com vigor em tal aperfeiçoamento.
Há razões de sobra para afirmar que os colaboradores precisam de líderes com competências atualizadas, do contrário, pouco eles oferecerão através de seus serviços. Destaco dois pontos: 1) As pessoas evoluíram e já não aceitam totalmente receber ordem, pura e simplesmente. 2) Elas estão sedentas por encontrar um auxiliador que extraia delas o potencial percebido e, quiçá, aquilo que sequer desconfiam existir. No entanto, observar apenas as questões humanas não basta.
É preciso considerar também o gerenciamento (cobrança, foco nos resultados, indicadores produtivos e de perdas, agressividade). O ser humano tende a se acomodar quando encontra as condições propícias, e amolece um bocado neste tipo de situação. Logo, é importante que o líder saiba cobrar com insistência e rigor os resultados necessários. Tal cobrança deve estar atrelada ao bom convívio entre ambos, resultado de um relacionamento qualitativo.
Com efeito, é chegado o momento de as organizações prepararem melhor o seu time de líderes e refinarem a cobrança na gestão de pessoas. Ela é fundamental. Pouco adianta acolher os funcionários, baseando-se numa postura mais humana e justa, se os projetos, processos e procedimentos não andam e apesar dos esforços empregados, o sentimento de que só se patina é o retrato dos fatos. Cobrar competentemente é a nova exigência para o líder que pretende servir e extrair resultados que motivem os colaboradores e tornem a vida da organização mais competitiva e promissora na escala do crescimento.

Armando Neto é psicólogo e diretor da Self Consultoria em Gestão de Pessoas. E-mail: [email protected]

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