Artur pode deixar PSDB após eleições

A Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) protocolada pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), no STF (Supremo Tribunal Federal) contestando as vantagens fiscais concedidas às empresas da Zona Franca de Manaus, ainda causa indignação ao ex-senador Artur Neto, que, mesmo longe do Congresso Nacional, é tido como uma das maiores lideranças tucanas do país.
Diante dos efeitos políticos negativos do ato do governador paulista à campanha da coligação “A Esperança é Agora” (PSDB–PPS), Artur reagiu de forma contundente contra a Adin e manifestou, na segunda-feira (3) ao Jornal do Commercio sua decisão de discutir com a Comissão Executiva Nacional do PSDB a sua situação dentro das hostes tucanas, não descartando a possibilidade de deixar a legenda qualquer que seja o resultado das eleições de outubro.
Não por acaso o candidato a prefeito de Manaus, durante o último debate com seus adversários na TV Bandeirantes, atacou os tucanos paulistas e deixou claro o seu rompimento com o governador Alckmin em virtude da guerra fiscal promovida contra a Zona Franca, sob análise no STF.
Preocupado com os danos eleitorais da Adin, movida contra as isenções fiscais da ZFM e que acabaram desgastando a campanha de Artur em Manaus, Geraldo Alckmin desculpou-se por meio de entrevista à Rádio Jovem Pan, na manhã de segunda-feira (3), dizendo ter agido em defesa de São Paulo sem a intenção de prejudicar Artur. “Não tive a intenção de causar danos a Artur, mas somente questionando vantagens que só podem ser confirmadas pelo Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária)”, afirmou.
Com a exploração da questão pela senadora Vanessa Grazziotin no Congresso, Artur desabafou ao jornal Correio Brasiliense: “Esse partido não tem apetite para disputar o poder. Perdendo três eleições seguidas (para presidente da República), acostumou-se com esse negócio de vice (segundo lugar). Estou farto. Ganhando ou perdendo a eleição, vou avaliar se fico nesse partido, porque a base de um partido é a solidariedade. Foi simbólico eu ter perdido a última eleição (para o Senado) para o Lula, mas não foi simbólico para o meu partido me defender. Não vou ficar perdendo meu tempo”, desabafou.

Rompimento

Ao JC Artur explicou seu rompimento com Alckmin desde 2011 quando escreveu uma carta ao governador paulista protestando contra a guerra fiscal. Como a Adin foi transformada em mote de campanha por seus adversários, Artur decidiu que vai discutir sua situação no PSDB após outubro. “Fui líder do PSDB durante o governo FHC e sempre agi com extrema lealdade e muito empenho, e não deixei ninguém tocar na Zona Franca. Não entendo o motivo dessa Adin em um momento como esse e lamento que meus adversários não saibam ter independência e lutar quando os interesses da ZFM são aviltados diretamente pelo Palácio do Planalto nos dias atuais”, disse. Segundo Vanessa Grazziotin, a Adin de Alckmin põe em risco 117 mil empregos gerados na ZFM.

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