Arthur Virgílio chama de covardes os que se abstiveram de votar

Senadores de oposição disseram que a absolvição do presidente do Senado, Renan Calheiros) é resultado do trabalho dos parlamentares do PT, que passaram os últimos dias pedindo votos em favor do peemedebista -fiel aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A reportagem apurou que a líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), e o senador Aloízio Mercadante (PT-SP) teriam encabeçado a campanha em favor de Renan.
Enquanto Ideli liberou a bancada de 12 petistas para votarem como quisessem, Mercadante discretamente teria procurado cada um dos senadores para conquistar o voto pró-Renan. Ao final desse trabalho, Renan escapou da cassação com 40 votos pela sua absolvição, 35 pela perda de mandato e seis abstenções.
Esse trabalho dos petistas aliado à força da tropa do PMDB conseguiu convencer os indecisos pela absolvição de Renan. Também contou a favor do alagoano o fato da sessão ter sido secreta, o que facilita “traições” dentro das bancadas.
Segundo senadores procurados por petistas, eles argumentaram que cassação de Renan poderia levar à instabilidade política e econômica do governo. De acordo com os parlamentares, o risco de instabilidade supostamente provocado pela perda de mandato do peemedebista causou temores entre os indecisos.
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) optou por revelar seu voto favorável à cassação. Ele disse que votou pela perda de mandato de Renan seguindo o recomendado no relatório dos senadores Renato Casagrande (PSB-ES) e Marisa Serrano (PSDB-MS). “Eu expressei que o fato dele ter apresentado emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias para a construção de um porto que seria feito pela empreiteira Mendes Júnior, e ao mesmo tempo usar lobista da empreiteira para pagar pensão à jornalista, isso é quebra de decoro”, disse Suplicy.
Segundo o senador, pelo menos quatro petistas da bancada de 12 senadores votaram pela cassação de Renan -além dele, os senadores Augusto Botelho (RR), Flávio Arns (PR) e Paulo Paim (RS). Para a oposição, a responsabilidade pela vitória de Renan deve ser associada diretamente ao PT. “Não tenho dúvidas de que o PT foi fundamental para isso. O PT desequilibrou a votação (em favor de Renan). Existe uma relação promíscua entre governo e Senado”, afirmou Tasso Jereissati (CE). Sem conter as lágrimas, o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio Netto (AM), chamou de covardes os que se abstiveram de votar. “Pessoas covardes que não tiveram coragem de condenar nem de absolver. São pessoas repulsivas”, disse ele com indignação.

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