Arthur Neto será relator do processo contra Renan na CCJ

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio Netto (AM), será o relator do processo, na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Casa, que recomenda a cassação do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) por quebra de decoro parlamentar.

O convite foi feito na segunda-feira pelo presidente da CCJ, Marco Maciel (DEM-PE). O assunto deverá ser discutido e votado nesta quarta-feira.

O senador Arthur Virgílio deverá analisar a constitucionalidade para recomendar a perda de mandato de Renan. No processo, o peemedebista é acusado de utilizar “laranjas” para comprar empresas de comunicação no interior de Alagoas.

De acordo com a assessoria da Presidência da CCJ, o processo sobre a admissibilidade da ação que pode levar Renan à perda de mandato será o primeiro item da pauta da comissão.

Nos últimos meses da crise política que envolveu o peemedebista, Arthur Virgílio defendeu o afastamento do presidente licenciado do comando da Casa.
Na semana passada, o senador Jefferson Péres (PDT-AM) apresentou, no Conselho de Ética do Senado, seu parecer recomendando a cassação. O relatório dele foi aprovado por 11 votos favoráveis e 3 votos contrários.

Na ocasião, Arthur Virgílio e os outros dois senadores do PSDB votaram em bloco em favor do relatório de Péres.
A previsão é que o processo seja votado em plenário nesta quinta-feira (22). A votação da ação que pode levar à cassação de Renan vai ocorrer em sessão aberta, mas os senadores votarão secretamente.

Oposição tenta evitar manobra

A oposição se articula para evitar uma manobra de ali-ados do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) que poderia garantir a sua absolvição no plenário do Senado na próxima quinta-feira. DEM e PSDB temem que grande parte da bancada do PT se abstenha na votação, o que beneficiaria o peemedebista -uma vez que os petistas precisam do apoio em massa do PMDB na votação da proposta que prorroga a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) até 2011.

Os dois partidos de opo-sição pretendem reunir seus líderes partidários nesta terça-feira para discutir estratégias que possam evitar a suposta manobra do PT. As legendas estudam propor o adiamento da sessão para depois da votação da CPMF. pois avaliam que Renan terá o apoio dos governistas como contrapartida à adesão do PMDB na votação da prorrogação da contribuição.

Como seis parlamentares se abstiveram na votação secreta do primeiro processo contra Renan no plenário, a oposição acredita que a mesma estratégia pode ser seguida agora para que o peemedebista escape de perder o mandato.

“Se o governo fechou com o PT a absolvição do Renan, temos que tomar uma providência. Não podemos sacramentar uma ação do Executivo nessa votação. Vamos ver qual a melhor opção no regimento da Casa para impedir esta manobra”, disse o senador Demóstenes Torres (DEM-GO).

Na primeira votação, o senador Aloízio Mercadante (PT-SP) revelou que foi um dos parlamentares a votar pela abstenção -gesto que nos bastidores teria sido seguido por outros parlamentares da legenda. “O PT foi o res-ponsável pela primeira absolvição. Se o PT desembarcou na canoa do Renan ele vai ser absolvido de novo”, disse Demóstenes.

Apesar da pressão do DEM e do PSDB contra a manobra, o senador Papaléo Paes (PSDB-AP) não acre-dita no adiamento da sessão que vai definir o futuro político de Renan.

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