Arthur descarta disputar o governo

O prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB), descartou ontem, em entrevista a uma rádio local, qualquer possibilidade de ser candidato a governador nas eleições do ano que vem

O prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB), descartou ontem, em entrevista a uma rádio local, qualquer possibilidade de ser candidato a governador nas eleições do ano que vem. Mesmo reconhecendo que teria chances na disputa, ele disse que seria leviano largar o posto pouco mais de um ano depois de se eleger para entrar numa disputa política. A posição contraria alguns aliados, que gostariam de vê-lo enfrentando o senador Eduardo Braga (PMDB), atual líder nas pesquisas. Para estes defensores da candidatura tucana, Neto seria o único capaz de comandar uma frente ampla que incluiria o governador Omar Aziz (PSD), o vice José Melo (PROS), a deputada Rebecca Garcia (PP), que ocuparia o posto de vice, e o próprio vice-prefeito Hissa Abrahão (PPS), que herdaria o cargo com a renúncia do titular. Ocorre que não existe hoje, de fato, uma garantia de que todos estes atores poderiam se reunir em torno deste projeto. Por isso, e também olhando para a enorme visibilidade que terá como “prefeito da Copa”, Arthur saiu mais cedo do tabuleiro.

HISSA NÃO

Arthur também deu pistas de que Hissa Abrahão não seria seu candidato natural a governador. “Se ele não me consultar antes, não terá meu apoio”, disse, peremptório. Com isso, alimenta os boatos de que poderia apoiar o vice-governador José Melo ou mesmo Rebecca. Esta teria a preferência dele e do governador Omar Aziz e voltou a figurar como nome forte nos últimos dias.

COINCIDÊNCIA?

Coincidência ou não, a declaração de Arthur ocorre pouco depois de duas conversas reservadas que ele teve com o senador Eduardo Braga e o governador Omar Aziz, nos últimos dias. O máximo que os três falaram sobre o que foi tratado é que estão preparando a sala para receber os turistas que virão para a Copa do Mundo em Manaus.

GRANA BOA

Segue para sanção do prefeito o projeto de lei nº384/2013 que autoriza o Poder Executivo a contratar financiamento com a Caixa Econômica Federal no valor de R$ 200 milhões para a implantação dos corredores exclusivos e requalificação urbana nos principais eixos do transporte coletivo de Manaus. O projeto enviado pelo Executivo foi aprovado por unanimidade pelos parlamentares da CMM (Câmara Municipal de Manaus) durante a Sessão Plenária de ontem.

PRA QUÊ?

Os recursos resultantes do financiamento serão aplicados na execução de empreendimentos integrantes do Pro Transportes (Programa de Infraestrutura de Transporte e da Mobilidade Urbana), promovido pelo Ministério das Cidades, com objetivo de implantar corredores exclusivos, faixas preferenciais e promover a requalificação urbana nos principais eixos do transporte coletivo de Manaus.

BOLA COM ELES

O líder do prefeito na Câmara, vereador Wilker Barreto (PHS), disse que o aporte financeiro do governo federal, via Caixa Econômica, é extremamente necessário “para que as coisas possam acontecer até o mundial”. Mas fez a ressalva: “agora esperamos que a Caixa Econômica faça sua parte”.

SOCORRO

Uma comissão formada por moradores de Rio Preto da Eva esteve ontem na Assembleia Legislativa literalmente pedindo socorro. De acordo com o comerciante Adalto Lima, que há 30 anos mora no município, os problemas têm aumentado nos últimos meses. Segundo ele, existem colégios sem aulas há mais de um mês. A interrupção acontece por causa da falta de transporte escolar, disse o agricultor Francisco dos Santos. Outro problema é o atraso no pagamento dos salários dos professores e a falta de merenda escolar.

MAIS MÉDICOS

A crise de Rio Preto decorre de uma disputa política sem fim entre o prefeito Ricardo Chaves (PRP) e os vereadores. Mesmo sendo médico, o chefe do Executivo não consegue colocar remédios nos hospitais e postos de saúde. Outra reclamação dos moradores diz respeito ao atraso no pagamento dos salários dos médicos, o que estaria atrapalhando o atendimento à população.

SEM ESCOAMENTO

Para piorar, a maioria dos ramais que servem para escoamento da produção rural está “intrafegável”. “Os buracos nas estradas e ramais não deixam os carros e caminhões passarem. O resultado é a produção rural encalhada nas hortas e canteiros de produção”, reclama o agricultor. Além de encaminhar as denúncias ao MPE e ao Tribunal de Contas, os deputados Tony Medeiros (PSL), Luiz Castro (PPS) e José Ricardo (PT) sugeriram que o governo do Estado auxilie o município.

APELO

Os 33 funcionários demitidos da Fundação Rádio e Televisão Cultura do Amazonas em 2010, que ganharam na Justiça o direito de reintegração, pediram apoio aos deputados estaduais ontem para voltarem aos cargos. Receberam a promessa de que alguns parlamentares vão procurar o governador Omar Aziz (PSD) para que ele determine o cumprimento da decisão.

JULGAMENTO

Cinquenta e seis processos, entre recursos e prestações de contas, serão julgados hoje pelo Tribunal de Contas do Estado, entre eles pareceres sobre Canutama (de 2010); Carauari (de 2011); Jutaí (2007) e Barreirinha (de 2012). Ao todo, 23 recursos estão na pauta ordinária. Entre os gestores que tentam reverter decisões desfavoráveis do TCE-AM está o ex-reitor da UEA (Universidade Estadual do Amazonas), José Aldemir de Oliveira e o ex-prefeito de Manacapuru, Ângelus Figueira.

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