Artesãos veem mercado externo distante

Embora o artesanato amazônico seja rico em diversidade e detalhes, sendo apreciado pelos olhos de turistas nacionais e internacionais, os produtos regionais são poucos exportados para outros países. Questões de legislação e falta de incentivo governamental são apontados como possíveis atrasos no crescimento da exportação do artesanato local.
Buscando trabalhar a sustentabilidade, a Coopasam (Cooperativa do Artesanato Sustentável do Amazonas), existe há três anos e visa a geração de emprego e renda, além da estruturação de um produto artesanal de qualidade, projetando a melhoria da produção associada ao turismo. De acordo com o presidente Gumercino Souza Neto, a cooperativa costuma participar de grandes feiras internacionais, mas poucas peças são exportadas para outros locais do mundo.
“Nosso trabalho é muito bem aceito em países como Portugal e Itália. O mercado existe, porém ainda não temos a capacidade de produzir para exportar”, afirma. Atendendo a vários municípios amazonenses, a Coopasam é resultado de projeto do governo do Amazonas e conta com mais de 50 artesãos.
Segundo Souza Neto, o segmento do artesanato anda em paralelo com o turismo na região, no entanto, não é visto como um mercado que gera trabalho e renda. “Ainda há barreiras a serem quebradas, pois temos o potencial. Temos que buscar parcerias que beneficiem os envolvidos, além de maior interesse do próprio artesão. Em tempos de crise, por exemplo, o artesanato é uma ótima alternativa econômica”, avalia.
Questões de legislação e falta de incentivo governamental são apontados como possíveis atrasos no crescimento da exportação do artesanato local. Para Souza Neto, deveria existir um conjunto de normas para alavancar o segmento. “Temos que ter leis e programas que permitam acesso ao conhecimento de certificação ambiental e técnica. Também precisamos de maior apoio do governo para investir na produção com qualidade para exportar “, recomenda.
A presidente da Copamart (Cooperativa de Trabalho de Artesanato Amazonense) Terezinha Ribeiro reforça o coro sobre as barreiras enfrentadas para exportar o artesanato. “Falta incentivo dos órgãos competentes para fazer rodadas de negócios para que os artesões tenham mecanismos de trabalho.
Mas quem trabalha com artesanato deve investir em divulgação e contatos, buscando sempre um produto artesanal de qualidade”, disse.
Além do Amazonas, a Copamart atende outros Estados brasileiros como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. “Geralmente esses locais encomendam artigos de decoração, fruteiras, vasos e esculturas”, conta Terezinha. Com 20 cooperados, a entidade tem associações em Barcelos, São Gabriel, Tefé, Tabatinga e outros. O artesanato da Coopasam e Copamart podem ser encontrados no Shopping Ponta Negra. As lojas vendem esculturas de madeira, cestaria, sementes, bijuterias, palhas, entre outros produtos de comunidades indígenas.

Enquanto isso …
Para dar espaço a uma das maiores expressões de arte e cultura de um povo, o Studio 5 recebe desde o último sábado (4) a Mundial Art – Feira Internacional de Artesanato, Moda e Decoração. Realizada pela terceira vez em Manaus, a feira traz expositores dos 12 Estados brasileiros e de países como Paquistão, Indonésia, Emirados Árabes, Índia, China, Turquia, entre outros. O público pode conferir das 15 às 22h até o próximo dia 13 de junho, o trabalho de 120 artesãos ligados diretamente ao evento. A Mundial Art – Feira Internacional de Artesanato Moda e Decoração tem o objetivo de ser um evento de compras, entretenimento e cultura para as famílias amazonenses e turistas, oferecendo rendas nacionais, móveis europeus e egípcios, biojoias da Amazônia, pedras semipreciosas e bijuterias, entre uma variedade de produtos artesanais. A entrada na feira tem valor de R$ 8,00. O grande diferencial desta edição é o “Espaço Gastronômico”.

Saiba mais

De acordo com a Abexa (Associação Brasileira de Exportação de Artesanato), com base em levantamento informado à instituição pela Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, os produtos artesanais brasileiros enviados ao exterior somaram US$ 38 milhões de outubro de 2012 ao mesmo mês de 2013, o que segundo o órgão é uma receita recorde.

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