Arrendamento mercantil atrai pequenas

“As operações financeiras de leasing representam uma grande alternativa financeira para as empresas, por apresentar benefícios fiscais e contábeis”. A afirmação do economista Louis Roberto justifica o crescimento do mercado de leasing. Somente no ano passado, o segmento movimentou R$ 30 bilhões em novos negócios, e em 2007, somente nos meses de janeiro a junho, foram gerados 305,5 mil novos contratos, o equivalente a R$ 27,05 bilhões.
Os equipamentos de informática responderam por 2,92% dos bens arrendados no primeiro semestre, ficando atrás apenas dos itens veículos e afins, com 73,84%, e máquinas e equipamentos para empresas, responsáveis por 19,8%.
“Quem precisa adquirir bens e não tem fundos suficientes, o arrendamento mercantil é uma boa saída. Sobre ele não incide o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), por exemplo”, afirmou Roberto. A desvantagem, segundo ele, advém quando do não cumprimento do contrato, devendo o arrendatário devolver o bem para o cedente, perdendo-se tudo o que se investiu.

Optar por prazo menor é mais seguro

Os prazos mínimos para esse tipo de operação financeira correspondem a 20% da vida útil do bem, variando de dois a três anos, não havendo prazo máximo para a duração do contrato. No entanto, especialistas da Abel (Associação Brasileira das Empresas de Leasing) afirmam que as operações de longa duração são arriscadas e exigem mais recursos das empresas de leasing. Os bens de informática têm prazos que variam de 24 a 60 meses.
Com a vantagem de não precisar imobilizar bens de capital de alto preço, cujo tempo de utilização é limitado, as operações financeiras de leasing têm apresentado forte crescimento no Brasil. Nos últimos cinco anos, esta forma de arrendamento mercantil cresceu 216%, segundo a Abel, o que faz dela uma das principais linhas de crédito do país. No primeiro semestre desse ano, o crescimento foi de 20,3% sobre igual período de 2006.
Apesar do crescimento do setor em todo o país, o executivo de contas da Itautec Manaus, Mauro Santim, informou que para as grandes corporações, o leasing de informática não é a melhor opção. “Se o cliente quiser alterar as configurações das máquinas, como o processador, por exemplo, o leasing se mostra bastante inflexível, precisando-se recorrer novamente ao banco para nova operação”, observou.
O executivo disse que a maior procura hoje na Itautec é por locação de equipamentos feita diretamente com a empresa. “Os aluguéis equivalem a 95% dos nossos contratos corporativos, e tem a vantagem de se deduzir 100% do imposto de renda, enquanto que com o leasing representa 5% e a dedução é de 75%”, afirmou Santim.
Para o representante de vendas da MCM Tecnologia, Felipe Júnior, o leasing é um aliado na modernização e na expansão das atividades empresariais. “As pequenas empresas em processo de modernização são as que mais procuram por computadores através do leasing aqui na MCM”, informou.

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