Arrecadação soma R$ 48 bilhões em agosto e bate novo recorde

A Receita voltou a bater mais um recorde no mês passado. A arrecadação de impostos e contribuições foi a maior já registrada em um mês de agosto, somando R$ 48,653 bilhões.
O episódio tem sido comum nos últimos meses, o que ajuda a explicar o resultado dos oito primeiros meses do ano, R$ 381,487 bilhões, também recorde.
Em agosto, a arrecadação apresentou um crescimento real -já descontada a inflação- de 12,16%. Na comparação com o mês anterior, foi registrada uma queda de 3,92% -o mês de julho, como cabeça de trimestre, concentra um grande vencimento de impostos recolhidos trimestralmente. Sem levar em conta a receita previdenciária, o Imposto de Renda e a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) são os tributos mais representativos em volume, R$ 11,870 bilhões e R$ 8,742 bilhões, respectivamente, alta de 18,83% e 6,12%.
A Receita destaca o crescimento da arrecadação do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) vinculado aos automóveis e demais produtos (exceto fumo). O recolhimento apresentou crescimento, respectivamente, de 21,57% e 22,06% em relação ao mesmo mês de 2006.
De acordo com nota da RF, esses desempenhos devem-se ao crescimento de 27,9% na venda de automóveis no mercado interno, ao crescimento de 6,8% da produção industrial em julho-com destaque para a arrecadação incidente sobre a fabricação de bens de capital, máquinas e equipamentos, veículos e metalurgia.
Já as contribuições previdenciárias somaram R$ 12,957 bilhões, valor 14,14% superior ao mesmo mês de 2006.
De janeiro a agosto, entraram nos cofres da União R$ 381,487 bilhões em impostos e contribuições. Levando em conta a inflação do período, o valor fica em R$ 385,837 bilhões, um crescimento real de 10,71%. As contribuições prevideciárias totalizaram R$ 96,029 bilhões, aumento de 12,25%.
A CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) foi responsável em oito meses por uma arrecadação de R$ 23,790 bilhões, um crescimento de 11,19%. O governo trabalha para prorrogar a cobrança do tributo até 2011.
Em 2006, a arrecadação foi de R$ 541,055 bilhões (já corrigido pela inflação), o maior valor já registrado. Todos os meses foram recordes em relação aos mesmos meses de anos anteriores.

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