Arrecadação federal mantém alta

arrecadação federal continua crescendo no Amazonas. Em abril, foram recolhidos R$ 972,24 milhões em tributos, 9,9% a mais em relação aos R$ 884,66 milhões arrecadados no mesmo período de 2011. No entanto,
de acordo com a análise da DRF-Manaus (Delegacia da Receita Federal de Manaus), o desempenho poderia ser ainda melhor, mas sentiu o impacto da crise que atinge o setor de duas rodas do PIM.
O auditor fiscal da Receita Federal em Manaus, Marcus Fabiano Santiago, explica que tributos como o IRPJ (Imposto de Renda – Pessoa Jurídica) e a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), diretamente ligados à atividade industrial, cresceram 0,2% e 5,2% no mês, respectivamente.
“Esse percentual poderia ser bem maior, mas o setor de duas rodas, fraco nos primeiros meses do ano, segurou o crescimento”, anotou.
Em março, por exemplo, a arrecadação da CSLL cresceu 18,94% enquanto o recolhimento do IRPJ apresentou acréscimo de 4,95%.
O presidente do Corecon-AM (Conselho Regional de Economia do Amazonas), Ailson Rezende, o resultado de abril deveria ser mais expressivo. “Sobretudo
porque neste mês, as empresas efetuam o pagamento dos dois impostos relativo ao primeiro trimestre do ano. Então, a leitura que fazemos, é que o pequeno acréscimo registrado ainda é do pagamento do acumulado
do trimestre, uma vez que o setor de duas rodas não apresentou aceleração na atividade produtiva até o momento”, avaliou.
O presidente do Sinmen (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Materiais Eletrônicos de Manaus), Athaydes Mariano Félix, prevê uma recuperação do segmento apenas a partir de junho.
“Nossa estimativa inicial era de reação em maio, mas nada aconteceu. As medidas do governo federal ainda não surtiram efeito. Temos que aguardar”, lamentou.

Outros impostos

Outros destaques foram o recolhimento do PIS (Programa de Integração Social) com acréscimo de 17,9% em abril e da Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), que registrou aumento de 17,4% no mesmo período.
De acordo com a DRF-Manaus, a alta foi puxada pelos segmentos de eletroeletrônico e de eletricidade e gás.
Ailson Rezende diz que os impostos refletem um bom momento do setor de serviços. “No caso da eletricidade, o PIS e o Cofins são cobrados desde a geração até o fornecimento do serviço de energia”, exemplificou.
IRPF (Imposto de Renda – Pessoa Física), Receita Previdenciária e “Outras Receitas” também registraram acréscimo de 13,4%, 9,2% e 40,6%, respectivamente.
Apenas o recolhimento do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) recuou 22,1% em abril. Para o economista, a retração devida ao corte do imposto
no segmento automotivo deve se equilibrar nos próximos meses com o aumento sobre alguns produtos importados, como motocicletas, aparelhos de ar condicionado tipo split e fornos microondas.

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