Arrecadação cai pelo 10° mês seguido com recuo de 7,49%

A arrecadação federal teve queda real de 7,49% em agosto, segundo dados divulgados na quinta-feira pela Receita Federal. É o décimo mês consecutivo que a arrecadação cai, na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Em agosto, foram arrecadados R$ 52,06 bilhões. Em relação a julho também houve queda de 11,39% (descontada a inflação).
No acumulado do ano, a arrecadação federal soma R$ 436,79 bilhões, queda real de 7,40% em relação ao mesmo período do ano passado.
A Receita atribui a queda à crise econômica, que derrubou a produção industrial em julho (- 9,90% contra 8,50% em julho de 2008) e reduziu o crescimento do volume geral de vendas e da massa salarial.
Além disso, a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) de automóveis e para a linha branca fez cair em 34% a arrecadação total do tributo em agosto em relação ao mesmo período do ano passado, passando de R$ 3,69 bilhões em agosto do ano passado para R$ 2,44 bilhões no mês passado.
Só o IPI automóveis caiu 72,24%. A Receita estima em R$ 17,3 bilhões a redução da arrecadação em 2009 por conta das desonerações tributárias.
Houve queda também no recolhimento da CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido) de 23,09% em relação a agosto de 2008.

Cide-Combustíveis cresceu 39,68%

A CSLL recolhida de entidades financeiras (como bancos), porém cresceu 42,84%. A Cide-Combustíveis registrou crescimento de 39,68%.
Outros impostos registraram queda, como o Imposto de Importação (14,58%) e do Imposto de Renda total (17,28%)e do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras 21,49%). Em 2008, a carga tributária brasileira bateu novo recorde histórico e chegou a 35,8% do PIB (Produto Interno Bruto), segundo números divulgados pela Receita em julho. O dado compara a arrecadação tributária do ano passado com a soma de todas as riquezas produzidas no país no mesmo período. Segundo previsão da Receita divulgada então, neste ano, devem pesar sobre a carga as desonerações promovidas pelo governo federal e a menor lucratividade das empresas.
Nos 15 anos desde a implantação do Plano Real, só houve redução da carga tributária em 1996 e 2003, que também foram anos de crise.

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