Armínio Fraga defende meta de 3%

O ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, defendeu, na sexta-feira, 1º, o regime de metas de inflação e disse que o controle inflacionário é especialmente importante no Brasil, diante do histórico do País. Para ele, o Governo Federal deve perseguir uma meta mais baixa, podendo chegar a 3% em alguns anos, e com uma banda mais estreita.
“Gosto muito de meta de inflação”, frisou em seminário do BC (Banco Central) e do G-20 (Grupo das 20 maiores economias do Mundo), realizado na cidade do Rio de Janeiro. “Um país como o nosso, que tem uma história de alta inflação, tem que ter um sistema bom, transparente, para não cair nesta armadilha outra vez, e acho que nós temos este sistema”, acrescentou.

Corte fiscal

Fraga disse que é necessário o corte fiscal realizado pelo governo brasileiro. Citou ainda o exemplo do Chile, que tem uma meta de inflação de 3% ao ano, e afirmou que, “em algum momento”, vai se exigir uma meta de inflação mais baixa também no Brasil. “Podemos caminhar na direção para ter uma meta de 3% ao longo de alguns anos. A banda poderia ser mais estreita”, ressaltou.
O ex-presidente do BC e hoje dono da gestora Gávea disse que não tem críticas ao desempenho do Banco Central neste ano, mas destaca que o BC perdeu, no passado, a oportunidade de reduzir a meta, hoje em 4,5% e com margem de erro de dois pontos para cima ou para baixo.
“No ano passado tivemos a chance de reduzir, no momento em que a inflação estava mais baixa. Teria sido um movimento bem-sucedido e não teria tido qualquer custo. Daqui a pouco, aparece uma chance, então aproveita a próxima, ou então faz bem devagar”, apontou.
Segundo ele, a decisão do BC de manter a meta para 2013 em 4,5% “foi difícil”. “No momento em que a inflação está mais alta, eu respeito a decisão, entendo. Daqui a pouco ela volta para a meta. Quando chegar, baixa 0,25 ponto porcentual”, concluiu, lembrando que é fácil criticar de fora.

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