Argumento da Itautinga é frágil, afirma Nicolau

A decisão da Camex (Câmara de Comércio Exterior) de impedir a importação de cimento da Venezuela e do México em benefício da empresa Itautinga Agro Industrial S/A-Cimento Nassau, que produz e comercializa o produto em Manaus sem nenhuma concorrência, é vista com desconfiança por boa parte dos deputados que concordam com a formação da comissão proposta pelo deputado Marcos Rotta (PMDB) para visitar o presidente do Equador, Rafael Correa, levando ao dirigente equatoriano a necessidade de instalar, no Amazonas, uma fábrica de cimento para concorrer com a Itautinga.
O vice-líder do governo na Assembléia Legislativa, deputado Ricardo Nicolau (PR), disse que vem acompanhando as ações de Rotta sobre a questão do cimento que é de vital importância para a economia do Estado, visto que hoje a construção civil está extremamente aquecida, sendo um dos índices oficiais que se usa para medir o crescimento de um Estado.
Explicou Nicolau que o cimento, hoje, é extremamente significativo no custo de uma obra. Por isso, não podemos permitir que uma ação dessa empresa junto à Camex possa retrair os investimentos das grandes construtoras que hoje atuam em Manaus.
Nicolau afirmou ao deputado Marcos Rotta que ele podia contar com seu apoio nessa luta e que Assembléia pode fazer com que isso não possa se perpetuar, a fim de que outras empresas venham se instalar em Manaus para comercializar o produto com livre concorrência.

Prática de dumping

Para Ricardo, é extremamente frágil o argumento da empresa Itautinga ao afirmar que seria uma prática de dumping a importação de cimento de outros países a preço abaixo do ofertado por ela.
No seu entendimento, nenhum empresário iria importar um produto para vender abaixo de seu custo para prejudicar a Itautinga, “só se fosse algum maluco”. Para ele, nenhum empresário iria fazer isso, porque a prática de dumping é se comercializar um produto abaixo de seu custo para prejudicar o concorrente e aqui ninguém está pensando em fazer isso; o que os empresários querem é fazer a importação para ter seu lucro.
Neste caso, o que iria prejudicar a Itautinga era somente a questão do preço. Com isso, ela terá que regular seu valor, porque se assim não o fizer não vai ter para quem revender. “Iria baixar seu lucro, ou seja, aquilo que vem ganhando irregularmente da população. Não se pode ter um produto que é único num determinado local e passar a vendê-lo por um preço extremamente excessivo”.
Para Ricardo Nicolau, a formação da comissão para ir ao Equador é importantíssima, porque um outro país instalando uma estatal para investir em nosso Estado e vindo outras empresas como a Votorantin Cimento ou a Camargo Correa, com certeza, o preço vai estar regulado através da concorrência e, quando isso acontecer será uma vitória não só de Marcos Rotta, mas de todo o parlamento que vem levantando essa bandeira que é de vital importância para a economia do Estado do Amazonas.

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