7 de dezembro de 2021

Áreas mais valorizadas em alta

Apesar da retração na economia, o momento é favorável para quem quer adquirir um imóvel no Amazonas, aponta o levantamento da Ademi-AM (Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas). Em abril, o mercado imobiliário fechou o mês com faturamento superior a 90 milhões em todo o Estado.
Os imóveis da Ponta Negra, na zona Oeste foram os mais procurados com 42 novas vendas, segundo a pesquisa. O bairro possui um dos metros quadrados mais valorizados da cidade, com valor médio de R$ 6.276. De acordo com o levantamento, a Ponta Negra e o bairro de Adrianópolis são as regiões na cidade com mais imóveis para negociação, com um total de 1.376.
“Pela ótica do consumidor o momento é favorável para comprar um imóvel, devido as incorporadoras estarem fazendo promoção, facilidades no pagamento e nas redes de financiamento bancários. Por tanto, quem tiver a capacidade real de pagamento deve aproveitar, porque nos próximos meses o preço do imóvel deve subir, então vai faltar produto. O novo ciclo de lançamento já deve vir com o preço mais adequado à inflamação”, declarou o presidente da Ademi-AM, Romero Reis.
Apesar dos números, o mercado imobiliário de Manaus fechou o mês de abril com redução nas vendas de 10% em relação ao mês anterior. Segundo a pesquisa, das 3.530 unidades disponíveis na capital, 218 foram vendidas em abril contra 310 unidades compradas no mês de março. O levantamento também mostrou que em relação ao estoque de imóveis colocados à venda, 90% eram residenciais.
“Embora a quantidade de imóveis tenha caído, o valor geral de vendas está se mantendo na média. Se formos analisar em 2015, onde foram faturados mais de R$ 1 bilhão projetados para os R$ 98 milhões em março e R$ 90 milhões em abril, mostra que a retração vem se confirmando em 2016. Então, vemos essa queda como um movimento natural. Com a mudança no cenário do governo federal, o mercado volta a estabilizar e a ter esperança com a produção, geração de emprego e renda”, disse o presidente.
O levantamento que é produzido de acordo com as informações repassadas mensalmente pelas empresas à Ademi-AM, também aponta que houve alta no preço médio do metro quadrado de imóveis vendidos em Manaus. No mês de março, o valor era de R$ 4.583,47 e em abril subiu para R$ 5.358,07. O valor mais caro do metro quadrado fica no bairro Adrianópolis, com custo em média de R$ 12.084.
De acordo com o presidente da associação, a pesquisa foi feita com o acompanhamento e análise do comportamento do mercado imobiliário no Amazonas, através da apuração de informações. “O panorama tem como fonte de informações os associados do órgão, portanto os dados são verídicos praticados pelas empresas do setor”, afirmou.
Minha casa, minha vida
Um dos maiores programas sociais do governo Dilma Rousseff, o ‘Minha Casa, Minha Vida’ que representa um volume considerável de vendas do mercado imobiliário, sofreu seu primeiro revés na administração Temer, quando na última terça-feira (17) o ministro das Cidades, Bruno Araújo revogou uma portaria que autorizava a Caixa a contratar a construção de mais de 11 mil unidades habitacionais do programa.
De acordo com Reis, o programa deve ser mantido. “Acredito na capacidade da atual equipe econômica, o que é favorável ao ambiente de construção e vital ao mercado imobiliário. Creio que o programa não será extinto. Moradia é uma necessidade básica e lutar contra o deficit é fundamental”, disse o empresário.
Segundo o presidente da Ademi-Am, a categoria afetada pela medida (‘Entidade’: moradia acessível às famílias organizadas por meio de cooperativas habitacionais, associações e demais entidades privadas sem fins lucrativos) não é preocupante para o mercado amazonense.
“O programa não será extinto de uma hora para outra, o que não nos preocupa muito. Temos projetos em andamento para crescermos ainda mais e mesmo em dificuldades, ainda vendemos. Com ou sem o programa”, afirma Reis.
Segundo o executivo, o decreto que cancela as obras do programa ‘Minha casa minha vida’ do atual governo é com relação as entidades que não tinham tradição na construção civil. “Elas poderiam ter comprometimento nas obras, mas o financiamento nas faixas 2 e 3 acima de R$ 100 mil foram mantidas e não de haver preocupação”, esclareceu o presidente.

Imobiliário tem primeira redução

O mercado imobiliário amazonense teve uma injeção de mais de R$ 90 milhões só no mês de abril. O valor é referente à venda de 218 imóveis, segundo a pesquisa mensal do setor, apresentada pela Ademi-Am (Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas). O número representa uma queda em comparação ao mês de março, quando foram registrados R$ 98 milhões de faturamento, ou 310 vendas. Os dados demonstram a primeira queda de 2016, que vinha experimentando um crescente desde o início do ano (janeiro teve 242 vendas e fevereiro 252 imóveis vendidos).
Mesmo definindo o período como favorável, o presidente da entidade, Romero Reis, não descarta o uso de estratégias para esgotar os estoques. “As pesquisas realizadas pela Associação auxiliam na preparação de novas estratégias para melhorar ainda mais as ações de venda. O momento é favorável para comprar um imóvel. Os imóveis em pronta-entrega são suficientes para atender a demanda crescente”, declarou.
Um ponto interessante notado no período da pesquisa é o de maiores vendas de imóveis mais caros. Para Reis, isso representa a volta da confiança do consumidor. “Estas vendas são reflexos da vontade e do bolso do consumidor, que aparenta mais saúde financeira. É a resposta do público a um mercado que tem taxas de juros mais baixas que o índice inflacionário, fazendo a aquisição de um imóvel algo interessante”, comenta.

M² barato

Na 14ª posição no ranking do metro quadrado mais caro do Brasil em abril, Manaus oferece o mais barato a R$ 5.358 e o mais caro, no Adrianópolis, custa R$ 12.084. Os números representam uma queda nos valores comparados ao mês de março, quando o metro quadrado no Santa Etelvina (zona Norte) custava R$ 3.201 e em Adrianópolis (zona Centro-Sul), R$ 7.994. Nos primeiros lugares do metro quadrado mais caro, estão Rio de Janeiro e São Paulo, com R$ 10.340 e R$ 8.623, respectivamente.

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