Aquecimento global causa prejuízos irreparáveis

As mudanças climáticas, numa análise macroeconômica, são consideradas como o principal fator de risco para a economia mundial, devendo acarretar até 2012, movimentações financeiras diretas e anuais da ordem de mais de US$ 200 bilhões. Grande parte em prejuízos decorrentes de indenizações em seguros e adequações às políticas nacionais de cada país no controle de emissões de gases de efeito estufa. Por outro lado, empresas se aproveitarão dessa “onda verde” para gerar receita.
Cada vez mais se avaliam as prováveis conseqüências geopolíticas das mudanças climáticas. Não é exagero supor que o clima poderá se tornar ponto primordial de todas as questões relacionadas com a segurança e soberania das nações. Os governos, os ambientalistas e as empresas já sabem dos amplos efeitos negativos dessas mudanças, só discutem “quando” e exatamente “como” eles se darão e calculam ainda o “quanto” de investimentos serão necessários.
No Brasil, essa questão também tem tido expressão. Repercutem os estudos e ensaios sobre o problema, com os conseqüentes riscos e prejuízos. Biólogos alertam para a perda da biodiversidade, uma ameaça cada vez mais presente, com graves resultados, já que a qualidade da biodiversidade no Brasil é incomparável à do redor do mundo. Por isso os ambientalistas alertam para os problemas que o aquecimento pode provocar como alterações na estrutura do nosso clima, com possibilidade de aparecimento de fenômenos do tipo furacões e tufões, até então praticamente desconhecidos no nosso território.
Os sanitaristas preocupam-se com as epidemias que podem ser potencializadas com as enchentes e inundações decorrentes das grandes chuvas. O Brasil ainda é vítima de um sistema de saneamento e esgoto altamente ineficiente – quando não inexistente – e em caso de inundações os riscos de proliferação de pragas e desencadeamento de doenças são exponencialmente provocados. Para os catadores de lixo então, a questão é ainda mais explosiva.
Nesse conjunto de fragilidades o Brasil é obrigado a manter programas emergenciais para minimizar os sintomas e efeitos da devastação ambiental provocada essencialmente por ações antrópicas do homem moderno.
Poderíamos continuar a elencar todo o tipo de preocupação que cada profissional convive no seu dia-a-dia em função da deterioração da qualidade ambiental e climática no mundo e, em especial, no Brasil. Ocorre que, como toda a questão envolve diretamente impactos financeiros e econômicos, devemos ao menos assumir que a falta de investimentos na infra-estrutura do país, cujo prejuízo já é notório, fica ainda mais sensível com os fenômenos climáticos adversos, ocasionando conseqüentemente prejuízos econômicos maiores.
Não se trata de deixar de lado a questão social, nem de discutir qual questão merece maior preocupação. Trata-se de articular as questões e procurar um equacionamento economicamente viável, ambientalmente amigável, politicamente exeqüível, socialmente justo.
A maior demanda por serviços públicos de saúde em decorrência do aumento da temperatura, da diminuição da qualidade do ar, das epidemias, etc., poderá chegar criar necessidades de gastos anuais na ordem de R$ 8 bilhões.
A quebra de produção agrícola com secas e enchentes, a perda em armazenagem e transporte deve gerar prejuízos no PIP agrícola de cerca de R$ 10 bilhões.
Fazendo um cálculo conservador, no Brasil os prejuízos decorrentes das alterações climáticas e a perda de geração de receita nos diversos setores produtivos representarão um montante de cerca de R$ 47 bilhões durante o ano de 2007, igual a todo o PIB do Uruguai e Paraguai somados.
Se essa ineficiência pudesse ser evitada, os benefícios seriam percebidos distributivamente. Melhor qualidade no emprego das receitas públicas, maior capacidade de investimento na produção – viabilidade de retorno ao investimento prudente – enorme poder de geração de emprego e renda.
A solução, então é enfrentar esse desafio com esforços conjuntos da sociedade e com o fomen

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