Aproximação da Copa de 2010 deve aumentar vendas de LCDs

Crédito mais escasso e consumidor menos confiante não devem representar empecilhos ao setor de eletroeletrônicos do PIM (Polo Industrial de Manaus) na corrida para a produção de TV de LCD e plasma focando as vendas para 2010, ano de Copa do Mundo

Crédito mais escasso e consumidor menos confiante não devem representar empecilhos ao setor de eletroeletrônicos do PIM (Polo Industrial de Manaus) na corrida para a produção de TV de LCD e plasma focando as vendas para 2010, ano de Copa do Mundo. Pelo menos este é o posicionamento do Sinaees (Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares de Manaus) diante da estimativa de retração de 25% nas vendas do produto divulgada pela Federação do Comércio paulistana para o primeiro semestre.
O comércio no maior mercado consumidor dos produtos ‘made in Amazonas’ mostrou queda de 3,2% em fevereiro ante igual período do ano passado, segundo a Fecomercio paulista. O resultado foi o mesmo de janeiro, o que levou ao acúmulo de 6,4% de retração durante os dois primeiros meses. Nesse contexto, segundo a pesquisa, o varejo de eletroeletrônicos na capital paulista fechou com uma queda de 10%, podendo chegar a 25% até junho em se mantendo os mesmos números negativos.
O presidente do Sinaees, Wilson Périco, avaliou que o crédito para pessoas físicas em fevereiro permaneceu mais contido do que no ano passado, refletindo possivelmente no baixo nível de vendas. O executivo disse acreditar que o ciclo de cortes na taxa básica permaneça ao longo do ano para acompanhar uma trajetória de custos financeiros mais condizentes com a capacidade de pagamento dos consumidores das classes B e C, principais compradores dos televisores de LCD e plasma.
“Acredito que a escassez de crédito não deve permanecer por muito tempo no mercado, o que levará as vendas a se estabilizarem novamente a partir do segundo semestre”, apontou.

Baixos encargos é bom sinal

Périco explicou ainda que, com a extensão do período de benefícios fiscais, há expectativa de que o setor retome em breve um patamar mais condizente de movimento, inclusive em termos de faturamento.
“É evidente que todos os produtos que apresentam retração em 2009 são ligados ao crédito e, portanto, dependentes da disposição dos consumidores endividarem-se dentro de um quadro de incertezas. Mas acredito que a redução nos encargos fiscais vai reaquecer as vendas de TVs já a partir deste trimestre”, garantiu o dirigente.

Instabilidade do setor

Na análise do economista Álvaro Smont, no comparativo com as empresas do Sul e Sudeste, as indústrias locais de eletroeletrônicos se ressentem muito mais da instabilidade no setor financeiro por uma série de fatores como distância do principal centro consumidor, concorrência desleal das chinesas e valor dos spreads bancários. “Mas existe um detalhe que concorre a favor da retomada nas vendas de TV. Trata-se da queda, ainda que modesta, nas taxas médias de juros e nos spreads cobrados nos financiamentos para as pessoas físicas. Estes, embora ainda muito elevados, tendem a desabar nos próximos meses por determinação do Banco Central”, disse.

Queda de paradigmas

Os analistas costumam dizer que o varejo é um dos últimos a sentir os efeitos de uma retração na economia, mas a instabilidade no maior centro consumidor do país mostra um cenário com algo diferente.
Os produtos que mais se ressentiram de quedas foram DVDs, aparelhos de som e eletroportáteis, segundo fabricantes do setor.
A TV de tela fina (LCD e plasma), que deve substituir o tradicional modelo de tubo de imagem representa cerca de 60% da receita do setor de áudio e vídeo naquele Estado.
A previsão da CNI (Confederação Nacional da Indústria) é vender neste ano 1 milhão a mais desses aparelhos do que em 2008, quando foram comercializados cerca de 2,7 milhões de unidades, 260% a mais do que o volume de 2007.

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