3 de julho de 2022
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Lídia Abdalla: ‘Aprendemos muito com Manaus’

O grupo Sabin é uma referência de liderança e protagonismo feminino no Brasil. Surgiu há 38 anos em Brasília, em 2 de maio daquele ano, pela iniciativa de duas mulheres, focadas no futuro. Agora, está completando dez anos de atuação em Manaus, onde expandiu o seu raio de ação, contando já com 12 unidades, representando investimentos de pelo menos R$ 30 milhões, segundo Lídia Abdalla, CEO da empresa.

O Amazonas faz parte do seu projeto expansionista que partiu do Distrito Federal. Começou por aqui, seguindo para Tocantins, Pará, Triângulo Mineiro e Bahia, algo que foi alvo de críticas pelo fato das dimensões geográficas do Estado, isolado praticamente da maioria das regiões.

No entanto, uma década depois, a sua trajetória bem-sucedida pelas terras amazonenses surpreendeu as expectativas e metas. O Sabin agregou muito aprendizado e prosperidade na capital amazonense. “Tivemos grandes oportunidades e alcançamos sucessos além do nosso projeto definido nas estratégias empresariais, interagindo com um público diferenciado e muito acolhedor”, ressalta Lídia. “O Sabin aprendeu com Manaus e consolidou a sua atuação na cidade”, acrescentou ela.

Com o olho no futuro, o Sabin se tornou um dos maiores players de medicina diagnóstica no País. Seu principal diferencial de mercado é a rapidez no resultado dos exames, que muitas vezes saem em menos de 24 horas.

O grupo empresarial também contribui para a responsabilidade e inclusão social, melhorando a qualidade de vida. Trabalha cinco pilares no âmbito dessas iniciativas – mulher, raça, orientação sexual, pessoas com deficiência e geracional.   

E disponibiliza a mesma tecnologia de ponta de sua matriz em Brasília. Pelo menos 95% dos exames são analisados aqui. Os de alta complexidade são enviados, porém, para sua central. Ainda por enquanto. São 231 colaboradores (77% dos quais mulheres e 74% nas lideranças) prestando o melhor serviço para a população de Manaus e de outros municípios do Estado. Recentemente, inaugurou o seu núcleo de imunização na cidade, disponibilizando vários tipos de vacinas.

O Amazonas foi uma das nossas primeiras unidades na expansão de 2012. Para nós, é a consolidação dessa primeira década de prestação de serviços na cidade

Lídia Abdalla, CEO do Grupo Sabin

Hoje, o Sabin possui uma universidade corporativa para treinamento e qualificação do seu quadro de pessoal, uma iniciativa que acompanha as demandas e os avanços do mercado, segundo Lídia.  

Durante a pandemia, o grupo contribuiu com a doação de cestas básicas e material de limpeza no âmbito das medidas contingenciais de enfrentamento ao coronavírus.

Lídia Abdalla participou da live ‘JC às 15h’, comandada pelo jornalista Fred Novaes, diretor de redação do Jornal do Commercio.

Jornal do Commercio – Falando dos dez anos do Grupo Sabin em Manaus, o que a gente pode contar na linha do tempo dessa atuação?

Lídia Abdalla – O dia 2 de maio é uma data importante. Fizemos 38 anos de fundação do grupo em Brasília, e 17 anos do Instituto Sabin, que é o braço do grupo

O nosso ciclo de expansão geográfico teve início em 2012, fez dez anos, e iniciamos em cinco Estados, além do Distrito Federal, e o Amazonas foi uma das nossas primeiras unidades. Para nós, é a consolidação dessa primeira década de prestação de serviços na cidade.

Quando viemos, tínhamos expectativas muito boas porque sabíamos das oportunidades que teríamos em oferecer nossos serviços. Fomos muito bem recebidos pela população e nossos clientes.

E crescemos muito durante esses dez anos, prestando serviços de laboratórios de análises clínicas. Agora, lançamos também o nosso serviço de imunização, de vacinas.

JC – Esse serviço de imunização tem a ver com essa expertise, essa demanda em razão da pandemia?

Lídia – Já tínhamos esse serviço de imunização desde 2008 em Brasília. E também pretendíamos expandir o projeto para outras regiões. E Manaus estava entre essas cidades. Estava projetado para 2020, mas postergou um pouquinho. É claro que muito se falou em vacina durante a pandemia. Agora, consolidamos nossa imunização em Manaus.

Oferecemos vários tipos de vacinas, como para meningite e outras doenças, sobretudo a vacina da gripe, a de influenza, que é tão importante como a de Covid-19.

JC – Ainda sobre os dez anos de atuação do grupo em Manaus, as ações corresponderam às expectativas da empresa?

Lídia – Sim, com certeza, corresponderam às expectativas. Podemos dizer que até crescemos numa velocidade maior do que foi planejado inicialmente.

Iniciamos em 2012 com uma unidade no Vieiralves, e hoje já são 12 unidades na cidade. Há três anos, construímos uma sede nova, uma nova matriz, com um núcleo técnico operacional, que é uma área técnica de processo, e que realiza os exames.

Temos uma esteira totalmente automatizada para realizar os exames aqui em Manaus. O nosso núcleo técnico daqui tem a mesma tecnologia do nosso grupo operacional em Brasília, com o mesmo padrão de tecnologia, o mesmo padrão de qualidade dos exames, e rapidez na liberação dos resultados.

Mais de 95% dos exames que a gente oferece em Manaus são coletados e processados aqui mesmo. Vão para Brasília somente exames muito especializados, de genética, moleculares, que entram em menor volume.

Mas a grande maioria é realizada aqui mesmo e disponibilizada em menos de 24 horas. Com acesso não só físico, mas também digital. O paciente pode acessar o resultado pelo nosso aplicativo e o site..

JC – Com a vinda a Manaus, o que essa expertise acrescentou para o grupo em termos de melhorias ao lidar com um público diferenciado?

Lídia – Quando definimos o nosso crescimento estratégico inicial em 2010, e em 2012 nós saímos do Distrito Federal, começamos pelo Amazonas, em Manaus, Belém, Pará, Palmas, Tocantins, Triângulo Mineiro e Salvador, Bahia.

Na época, muitas pessoas falavam por que vocês não começam pelo Sudeste, e não pela Região Norte, Manaus é tão distante. Mas já tínhamos estudado e vimos que teríamos oportunidades de mostrar um serviço diferenciado.

Estudamos o mercado de Manaus, os serviços oferecidos aqui e vimos que poderíamos ter um diferencial, sobretudo na liberação com rapidez dos resultados, porque isso faz muita diferença no diagnóstico para o médico definir tratamento.

E, realmente, aconteceu o que a gente esperava com o crescimento da cidade. Claro, com as nossas operações em Manaus conseguimos validar tudo aquilo que vínhamos planejando, que é o nosso modelo de integração, trabalhar com público diferente, com clientes com perfis diferentes, colaboradores com perfis diferentes.

Também desenvolvemos nesses dez anos uma universidade corporativa para treinamento, capacitação das pessoas, dos colaboradores.

Hoje, temos 231 colaboradores em Manaus. Há quatro anos, daqui nós expandimos nossa regional para Boa Vista, Roraima, sob a gestão do nosso pessoal para os exames serem realizados aqui.

Além de Manaus fazer parte dessa curva para nosso crescimento, contribuiu sobretudo com a logística, controle de qualidade, para o entendimento da cultura regional. Hoje, a cidade já tem o seu projeto de expansão como aconteceu em Brasília.

JC – Em termos de investimentos, pode antecipar algo mais que está sendo previsto?

Lídia – Nesses dez anos, investimos na abertura de todas essas unidades, na construção da nossa área técnica, no núcleo de vacinas. Foram investidos quase 30 milhões de reais.  E nossos investimentos projetados para os próximos anos é seguir crescendo.

Temos um projeto que estamos lançando, que é o Rita Saúde, um projeto novo que lançamos no ano passado., que é uma plataforma de integração de serviços, totalmente digital.

Começamos por Brasília e estamos expandindo, começando por Manaus. É uma plataforma toda digital. O paciente pode entrar, comprar exames, vacinas e também disponibilizar uma rede parceiros como drogarias, para consultas clínicas médicas, médicos especialistas.

Como vamos funcionar num ambiente totalmente digital, os custos serão mais acessíveis. Essa plataforma também tem esse nosso objetivo de responsabilidade social e oferecer mais acesso à população que não tem planos de saúde.

Lídia Abdalla diz que Manaus usa a mesma tecnologia de ponta de sua matriz em Brasília

JC – Existe um trabalho também do instituto Sabin. Como está essa atuação em Manaus?

Lídia – O grupo veio para Manaus em 2012 e o instituto começou sua atuação em 2013.  Já são nove anos de atuação. Já tivemos vários investimentos em diversos projetos, apoiamos 71 organizações sociais, instituições, creches, casas de idosos, não só apoio social, mas também ofertando exames sem custos.

Contribuímos também na doação de cestas básicas durante a pandemia, com materiais de higiene. Investimos mais de 600 mil reais em projetos sociais do instituto. Montamos cinco academias de ginásticas em parques olhando para o pilar de qualidade de vida.

Fizemos parcerias para montar três ludotecas, são briquedotecas para apoiar crianças que sofreram violência sexual.

Então, o instituto tem um olhar para a inovação social, para estimular o empreendedorismo social, apoiando na gestão com outras organizações sociais.

JC – Esses dez anos estão sendo coroados com uma premiação da Associação PanAmazônia para os grandes amazônidas. Como você recebe esse reconhecimento por parte da entidade?

Lídia – Para a gente é uma grande alegria, um orgulho, saber que fazemos parte da vida da cidade, do comércio, do desenvolvimento econômico.

Claro, que além da alegria e do orgulho, também temos responsabilidades, trazendo mais serviços para a cidade. Sobretudo a validação de nossos trabalhos. Esses dez anos  têm tido impactos positivos para a cidade e a sociedade.

JC – O Jornal do Commercio vai estrear um programa só de mulheres. E o tema será a  terceira idade. O Sabin é muito preocupado com a inclusão. Muitos empreendedores buscam essa expertise. Como o grupo encara essa relação?

Lídia– Temos um programa de diversidade muito bem montado, estruturado há alguns anos. Possuímos vários reconhecimentos nesse tema de diversidade e inclusão. E olhamos para isso com muita responsabilidade.

Sabendo que cada vez mais a gente tem a possibilidade de estar influenciando positivamente outras empresas, também de fato contribuindo para a redução da desigualdade. O Sabin tem isso na sua essência.

Estamos há 17 anos consecutivos entre as melhores empresas para trabalhar no Brasil. A nossa unidade em Manaus é a melhor empresa para trabalhar na Amazônia. E também temos um reconhecimento em abrir espaços para pessoas com 50 anos ou mais  trabalharem.

São exatamente aquelas empresas que desenvolvem programas para empregabilidade de pessoas com 50 anos ou mais. Nosso programa de diversidade trabalha cinco pilares – o pilar mulher, de raça, de orientação sexual, pessoas com deficiência, e também geracional, que é exatamente garantir a representatividade em todas as áreas.

Isso tem um grande ganho para a empresa, unindo o conhecimento mais sênior com o conhecimento mais jovem. Traz diferentes vivências e faz com que a empresa seja mais engajadora.

Porque mostra que a empresa tem respeitos pelas diferenças. Trabalhamos com indicadores a cada ano, expandindo esses objetivos. O Sabin já é conhecido como referência de empreendedorismo feminino, protagonismo feminino, foi fundado por duas mulheres.

E isso se reflete também em Manaus. São 77% de mulheres no nosso quadro de pessoal, 74% de lideranças femininas, isso é um grande diferencial.

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