Aposta é tecnologia de ponta

Para manter o aquecimento do mercado, as fabricantes de televisores do PIM (Polo Industrial de Manaus) irão continuar investindo cada vez mais em tecnologia de ponta, como forma de atrair o consumidor. “A aproximação da Copa das Confederações, Copa do Mundo de 2014 e até as Olimpíadas de 2016 irá motivar a população a trocar de televisor”, disse o presidente do SINAEES (Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Amazonas), Celso Piacentini.
Outro fator que será determinante na migração do consumidor para as novas tecnologias será a digitalização do sistema de televisão brasileiro. “Isso vai acontecer porque o sinal analógico deverá ser extinto totalmente até junho de 2016, segundo determinação do governo federal”, aponta Piacentini.
Ele comenta que é por isso que a expectativa para os próximos três anos são boas, entretanto, não haverá crescimento significativo, e sim, um equilíbrio no mercado. “Quem tem um determinado modelo vai querer comprar outro com uma tecnologia superior e, é isso, o que vai manter o nível de produção estável”, avalia o presidente do SINAEES.
De acordo com os indicadores da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), em 2012, foram produzidas 12,2 milhões de TVs de LCD. O aumento foi de 14,2% frente ao ano anterior, com faturamento de US$ 6,5 bilhões.
Por sua vez, os televisores de plasma somaram 440,8 mil unidades, incremento de 8,1%, e faturamento de US$ 332,7 milhões. Apenas as TVs de tubo recuaram no ano passado. Ao todo, foram um pouco mais de 1 milhão de unidades contra 2,5 milhões fabricadas em 2011, queda de 58,2%, e faturamento de US$ 181,1 milhões.

Novas Tecnologias

Atualmente são fabricados no PIM, alguns dos modelos mais modernos do mundo, entre eles, a primeira TV OLED. “Essa TV mostra um avanço muito grande no segmento, pois se você comprar com outras perceberá uma diferença enorme na qualidade de imagem, pois ela não possui backlight, a resolução é maior, fora que ela ainda possui um conceito sustentável, já que não possui vários componentes que no descarte poderiam vir a prejudicar o meio ambiente, e o consumo de energia é também menor”, informa Fernanda Summa, gerente de marketing de televisores da LG.
Recentemente a Samsung também anunciou a chegada da Smart TV ES9000 ao Brasil. O modelo tem como principais características o preço salgado de R$ 26 mil, a tela LED gigante de 75 polegadas, a atualização de hardware e software e o acesso por sensores de movimento e voz aos mais variados aplicativos e jogos. Além disso, o modelo se diferencia ainda por seu processador dual-core, que garante uma experiência multitarefas mais eficiente.
Enquanto a Panasonic revelou sua nova linha de TVs de plasma HDTV Smart Viera, que inclui um menu de início personalizado segundo as preferências e hábitos de usuário e mostrou uma nova função que permite exibir fotografias e vídeos de um telefone ou tablet para o televisor com só um toque com o dedo.

Eles preferem a Smart

E o que tem caído nas graças dos consumidores são os modelos que possuem conceito Smart, que hoje representam quase 50% do volume de vendas de telas planas no país. “Comprei a minha ano passado e não me arrependo, assisto vídeos e acesso as mídias sociais, coisas que anos atrás nem imagina fazer pela TV”, afirma a funcionária pública, Alice Pereira.
Assim como ela, o universitário Marcelo Oliveira Júnior, também comemora a boa aquisição, já que conseguiu unir o útil ao agradável: internet, TV e jogos, em um único aparelho. “Na hora da compra fiquei na dúvida, mas como a 3D requer o uso de óculos, o que acaba sendo um incômodo, então preferi a Smart”, comenta.

DADOS

Para 2013, alguns fatores poderão contribuir para o crescimento da indústria eletroeletrônica. De acordo com a Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) a taxa de câmbio, mesmo permanecendo nos níveis atuais, ainda deverá ter efeitos positivos na competitividade do setor. A desoneração da folha de pagamentos irá valer para uma gama maior de empresas. A redução de custos de energia elétrica também deverá reduzir os custos de produção da indústria. Neste caso, porém, preocupa a eventual perda de recursos para investimentos pelas concessionárias de energia elétrica, o que afetaria a indústria de equipamentos para Geração e Transmissão de Energia. A associação afirma também que espera-se a aceleração dos investimentos na infraestrutura do país para atender às necessidades dos eventos esportivos, Copa do Mundo e Olimpíadas, especialmente na área de Telecomunicações. Diante disso, o crescimento do setor deverá ser de 8%, atingindo o faturamento de R$ 156,7 bilhões.

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