Após sete anos em alta, Natura amarga queda de 12,1% no lucro líquido

A marca de cosméticos brasileira Natura registrou lucro líquido de R$ 117 milhões no terceiro trimestre do ano, valor 12,1% menor que o registrado no mesmo período do ano anterior. No acumulado de janeiro a setembro, o lucro ­foi de R$ 326,7 milhões, com ­recuo de 5% na compa­ração com o mesmo período de 2006.

Segundo a empresa, as principais razões para a queda no lucro são o aumento nos custos de produção e os investimentos na atividade internacional “Tivemos sete anos de crescimento acelerado. Além disso, aceleramos também a internacionalização da empresa”, disse o vice-presidente de finanças e informações da Natura, David Uba. “A combinação dessas duas coisas exigiu mudanças nas estruturas e processos”, afirmou.

Momento competitivo

A situação da empresa é delicada. Entre julho e setembro, suas ações caíram 20%, e as vendas não estão no patamar que os controladores gostariam. E a concorrência não está parada: no ano passado, a Avon cresceu 32% no Brasil e suas vendas atingiram US$ 1 bilhão. Em 2007, a Avon avança mais rápido que a rival, embora tenha apenas metade (7,5%) da participação da Natura (13,4%) no mercado, segundo estudo da Euromonitor.

A empresa informou também que revisou para baixo sua programação de inves­timentos em ativos imobilizados em 2007. A meta de R$ 175 ­milhões para o ano de 2007 foi revisada para R$ 130 milhões. O número de lançamentos de novos produtos será reduzido nos próximos anos, segundo Uba.

“Teremos menos lançamentos, mas de produtos de maior impacto.” Segundo o executivo, em 2006 a empresa lançou 225 novos produtos. Este ano foram 146 lançamentos, ante 160 novos itens ­apresentados no mesmo intervalo do ano anterior. Uba afirmou que a Natura tem como meta elevar sua participação na América Latina, com ­exceção do Brasil, dos atuais 1% para uma fatia entre 4% e 5% até 2012.

Segundo a empresa, o ­mercado de cosméticos e higiene pessoal nos seis países em que atua (Argentina, Chile, Peru, México, Colômbia e Venezuela) deverá ser de US$ 17,6 bilhões em cinco anos. “Considerando-se esse mercado, nossas vendas ­passariam de US$ 150 milhões em 2007 para US$ 700 milhões em 2012”, disse. Além disso, o grupo planeja expandir a ­atuação fora da região. “Nosso foco no médio prazo são EUA e França.”

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