Após registrar lucro de R$ 206 milhões, Sulamérica aposta em parcerias

O herdeiro e integrante da quinta geração da família à frente da centenária seguradora Sulamérica trabalha em um ambiente sem portas ou paredes. Num amplo escritório na zona sul da capital paulista, Patrick Larragoiti Lucas dirige os negócios do segundo maior grupo segurador do Brasil lado a lado a outros executivos com intuito de criar um nível maior de harmonia e participação em relação às estratégias de expansão da companhia, que registrou lucro líquido de R$ 206,8 milhões no primeiro semestre deste ano e R$ 3,7 bilhões em receita de prêmios de seguros.
Em entrevista à Gazeta Mercantil, o homem que tem a Sulamérica no sangue disse que, mesmo com as recentes turbulências nos mercados financeiros e projeções menos otimistas para a economia brasileira no ano que vem, não existem mistérios sobre o foco da empresa. “Nosso norte para os próximos anos é crescer com rentabilidade. Os fatos atuais não mudam nossas estratégias. O mercado segurador brasileiro continua firme.”

Exército de vendas

De acordo com o presidente da seguradora, uma das principais apostas é a tática de vendas cruzadas, ou seja, o exército de 27 mil corretores de seguros da empresa está orientado a trabalhar intensamente na tentativa de fechar novas apólices com as 6 milhões de pessoas já seguradas pela Sulamérica. Outros destaques são aquisições e acordos comerciais. Em junho, a seguradora desembolsou R$ 30 milhões para vender seguros de automóveis com exclusividade na rede do Banco Votorantim, um dos maiores financiadores de venda de veículos do país. A decisão deverá elevar a participação da seguradora no mercado de automóveis, cuja fatia hoje chega a 14,7%, com 1,9 milhão de seguros, ficando mais próxima da líder Porto Seguro, com 20,4%.
Larragoiti, que liderou o fechamento da parceria com o grupo financeiro holandês ING em 1999 e a abertura de capital da Sulamérica, no ano passado, informa ­também que a Sulamérica não tem pretensões de atuar no novo mercado de resseguros do país que completará seis meses nesta semana. O ­executivo explicou que a opção é pela atuação independente, o que ­permite à companhia ­escolher os ­melhores agentes para diluir os grandes riscos assumidos.

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email