16 de abril de 2021

Aplicações em títulos crescem 10,71%

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Setor faturou R$ 6,2 milhões em outubro, contra R$ 5,6 milhões em igual mês de 2008

O otimismo no cenário econômico interno, com destaque para a queda da taxa básica de juros, associado às aplicações em médio prazo cada vez mais dirigidas às necessidades do consumidor, impulsionaram em 10,71% o montante de investimentos em títulos de capitalização no Amazonas. O termômetro das aplicações se deveu em grande parte à procura pela poupança para resgate no primeiro trimestre, quando ocorre acúmulo de contas a pagar.
Pelo menos essa é a opinião do diretor executivo da Fenacap (Federação Nacional de Capitalização), Hélio Portocarrero, segundo o qual o setor fechou com faturamento de R$ 6,2 milhões em outubro no Estado contra os R$ 5,6 milhões observados em igual período do ano passado. No acumulado dos dez primeiros meses, conforme o dirigente, a receita de aplicações bancárias no Amazonas já ultrapassou os R$ 61 milhões. “A procura por títulos retornou aos poucos após a crise que aumentou a pressão orçamentária, inviabilizando aplicações do pequeno investidor”, explicou.
Na opinião de Portocarrero, a exemplo do que já acontece em nível nacional, o consumidor amazonense já enxerga na capitalização um instrumento importante na organização de seu orçamento. “O brasileiro está mais disciplinado na hora de guardar dinheiro. E o amazonense é exemplo claro disto. Dessa forma, a aplicação em títulos vai ao encontro desse comportamento cauteloso”, destacou.
Com a manutenção da Selic em 8,75% pela terceira vez consecutiva, o investidor de perfil conservador tem o CDB (Certificado de Depósito Bancário) como uma excelente opção de aplicação. A informação é do especialista em macroeconomia, Pedro Raffy Vartanian, que afirmou ser este tipo de aplicação indexada ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário) uma das mais conservadoras aplicações e com maior taxa de retorno, principalmente no atual cenário de elevação dos juros.

Prazo elástico

Vartanian explicou que as taxas dos CDBs prefixados encerraram pregão na primeira quinzena deste mês apontando juros de 10,65% ao ano para aplicações de 31 dias, enquanto para 60 dias essa remuneração foi de 10,75% ao ano. O especialista ainda mostrou que o prazo mais elástico de aplicação resulta em maior retorno para o investidor nas operações com CDB em longo prazo. “O investidor mais atento pode verificar que, para 90 dias, esses juros alcançam 10,85% ao ano, enquanto para 180 dias essa remuneração chegou a 11,25%”, ressaltouo o especialista.

Taxa depende da operação e do banco

Pedro Raffy Vartanian ressaltou que as taxas citadas servem apenas como parâmetro, pois cada instituição financeira analisa prazo, volume da operação e perfil do cliente. “São valores brutos, ou seja, não embutem o Imposto de Renda, ao contrário dos investimentos em CDB, onde o imposto é cobrado sobre o ganho da operação no vencimento do título ou no resgate”, explicou.
O economista Flávio Conceição Jimenez explicou que o CDI representa o custo do dinheiro no mercado interbancário e tem tido um valor muito próximo à taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia) para títulos federais. “É importante que o investidor faça uma pesquisa, pois os bancos não costumam remunerar o cliente em 100% do CDI. Quanto mais próximo do total do CDI, melhor para o investidor”, concluiu o professor.

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