Apito indígena agita mercado

A Copa do Mundo 2014, que será realizada em junho no Brasil, será responsável por vários negócios, já que ter lucro com eventos deste porte pode representar a independência financeira durante o evento ou (com muita sorte) mais além. Uma dessas apostas é o Pedhuá, instrumento musical de origem indígena, que depois de licenciado pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) será comercializado no Brasil e no mundo, carregando o escudo da seleção brasileira.
O Pedhuá é um apito que produz som semelhante ao canto de aves, produzido pela Pedhuá Brasil, que em seu contrato com a CBF, garantiu a fabricação de 50 milhões de unidades em quatro modelos diferentes para comercialização com o preço sugerido de R$ 14,90. O contrato rendeu o montante de R$ 12 milhões para o idealizador do instrumento, o empresário paraibano Alcedo Medeiros e tem representantes em todas as regiões do Brasil.

Representante no Norte

Na região Norte a representação fica nas mãos de Fábio César, ex-professor de física e ex-gestor de um grande grupo educacional de Manaus “larguei as antigas profissões há três anos e passei a me dedicar ao empreendedorismo e principalmente ao Pedhuá, de meu amigo e conterrâneo, Alcedo Medeiros.” Ao ser perguntado sobre as diferenças entre as profissões o empresário comenta “ser empreendedor te exige criatividade, por isso o impacto não foi grande, pois já usava de criatividade em minhas aulas.”
No Amazonas, o apito oficial será distribuído pela Dezenvolvimento, empresa de propriedade de César “sou o representante na região norte de um produto que será comercializado mundialmente através da ‘The Marketing Store Worlwide’. Os 32 países participantes da Copa demonstraram interesse na aquisição do Pedhuá. Em Manaus, já temos vendas garantidas à redes de supermercados, lojas de departamentos e em breve, pequenos mercados e lojas de bairros,” lembra o empresário.

Sucesso

Segundo o empresário, ter o produto aprovado já é o caminho para o sucesso “comemoramos desde o licenciamento, que era a etapa mais difícil, daqui pra frente só precisamos comercializar. Estamos garantidos, temos acordo de fabricação com a CBF até 2016. Uma amostra do sucesso foi um teste em pequena escala feito ano passado durante o Festival Folclórico de Parintins. O Pedhuá foi muito bem recebido nesse primeiro contato com o público,” disse César.
Para além da Copa a fabricante tem outros planos e o representante adianta com algum sigilo, outros produtos “em 2015 a ideia é de começarmos a comercialização de produtos licenciados com o tema UFC. Em todos os planos futuros estaremos ligados ao esporte brasileiro.” O sigilo é ainda maior quando o empresário se refere aos lucros “o que podemos divulgar, é que o acordo rendeu R$ 12 milhões, mas o quanto vai para os representantes é assunto que prefiro não comentar, até por depender muito do próprio empenho do representante.”

Encontrando nichos

O empresário revela que outros eventos podem servir de plataforma de vendas do Pedhuá, garantindo vida às vendas do produto “o mercado de brindes é um de nossos alvos, nossas maiores compradoras, são empresas que querem aliar sua marca à Seleção, apostando na tradição brasileira de gostar de futebol.”
A Dezenvolvimento é também responsável pela fabricação e distribuição de bonecos temáticos “queremos dar uma cara mais regional à Copa e criamos nossos mascotes, ainda não batizados, mas logo abriremos concurso cultural para a escolha dos nomes.” A identidade cultural de acordo com César pode ser outro fator de sucesso “por ser um instrumento indígena, criou facilidades na hora do licenciamento e como o Amazonas tem o índio como figura típica, só pode dar certo,” fecha o empresário.

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