Apicultura de RR ganha reforço tecnológico

A partir do primeiro semestre de 2008 a apicultura ganha novo suporte técnico em Roraima. A Femact (Fundação do Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia) vai investir cerca de R$ 750 mil na construção de um Centro de Difusão de Tecnologia, voltado para o fortalecimento do setor de criação de abelhas e produção de mel. Os recursos são disponíveis pelo governo federal, via Finep (Financiadora de Estudos e Projetos). Parte do montante já foi usada para a compra de equipamentos destinados ao entreposto, de acordo com o diretor de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Sustentável da Femact, José Antônio de Castro Neto. “A expectativa é que o Centro Tecnológico de Apicultura de Roraima fique pronto entre fevereiro e março do próximo ano”, disse. Até o fim deste ano será iniciado o processo de licitação da empresa responsável pelas obras. Segundo Castro, uma das missões do empreendimento é potencializar as próximas gerações de produtores. “O nosso objetivo é trabalhar também com os filhos de produtores dentro dos potenciais da cadeia produtiva de mel, desde a criação de abelhas até a colocação dos itens no mercado local”, explicou Castro Neto. Para o diretor, o principal ganho do segmento será a agregação de valor ao mel fabricado em Roraima. “A idéia é criar produtos com padrão de qualidade e certificação, um dos entraves para o desenvolvimento do setor no Estado”, comentou Castro. Empreendimento vai ampliar setor O centro de tecnologia vai funcionar no município de Cantá, a 35 quilômetros de Boa Vista. O presidente da Apis Cantá (Associação dos Apicultores do município), Henrique Rabelo de Carvalho, disse acreditar que a construção do empreendimento pode dar novo gás à expansão do setor no Estado. “Uma das dificuldades dos apicultores é a falta de recursos para o escoamento da produção. Mas, com esse empreendimento, que deve funcionar como Casa do Mel, o nosso produto ganha certificação”, afirmou. Para o presidente da associação, o SIF (Serviço de Inspeção Federal) junto ao mel deve abrir portas para a comercialização do líquido no mercado internacional. “Por muitas vezes fomos procurados por empresários da Venezuela, em busca do nosso mel e tivemos que deixar passar as oportunidades de comércio, por conta da ausência de certificação”, justificou. Segundo informações da Apis Cantá, a produção de mel no município deve encerrar o ano com a safra de 30 toneladas, cerca de 150% a mais que o total produzido em 2006. “Este ano, o segmento cresce motivado pelas doações de colméias à produtores locais, que puderam ampliar o número de criações”, disse. Conforme Rabelo, a atividade envolve 32 apicultores no município e gera 160 ocupações diretas. A previsão de crescimento também é grande na área dos apicultores do município de Mucajaí, a 55 quilômetros da capital roraimense. De acordo com o presidente da Assam (Associação dos Apicultores de Mucajaí), Luís Antônio Soares, a safra de 2008 pode superar 20 toneladas, quantidade esperada para este ano. “Com a inauguração da Casa do Mel no município, o setor fica mais fortalecido”, garantiu. O centro de distribuição de mel da localidade é uma iniciativa para o desenvolvimento do pólo no Estado, para escoamento da produção local. “As obras da Casa do Mel começaram mês passado e o lançamento deve acontecer até dezembro”, contou. Em Mucajaí existem cerca de 35 apicultores, mas a atividade concentra 120 ocupações diretas. Conforme dados da Seapa (Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento) 60% da produção de mel está concentrada em Cantá e Mucajaí (Centro-Leste e Centro-Oeste do Estado, respectivamente).

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