13 de abril de 2021

Apesar do ‘bombardeio’, PIM mantém investimentos em dia

As recentes discussões que colocam o modelo ZFM (Zona Franca de Manaus) ‘em xeque’, como MPs (Medidas Provisórias) e Reforma Tributária, devem ser concluídas neste segundo semestre e, possivelmente, sinalizar menor ritmo de investimentos do Amazonas.

As recentes discussões que colocam o modelo ZFM (Zona Franca de Manaus) ‘em xeque’, como MPs (Medidas Provisórias) e Reforma Tributária, devem ser concluídas neste segundo semestre e, possivelmente, sinalizar menor ritmo de investimentos do Amazonas.
No entanto, o consultor de empresas do PIM (Polo Industrial de Manaus), Teruaki Yamagishi, comenta que algumas empresas já devem efetuar a conclusão de novos projetos. De acordo com ele, apesar da elevação nos juros e das preocupações com o destino da Zona Franca, a tragédia no Japão é o fator que desmotiva grande parte das multinacionais, assim como a entrada de produtos importados.
Segundo informações do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), de janeiro a junho houve um incremento de 25,65% de produtos estrangeiros, em comparação a igual período do ano anterior, com US$ 6.12 bilhões frente a US$ 4.87 bilhões.
Mesmo assim, Yamagishi ressalta que o polo ainda deve manter bons resultados perante o desempenho nacional. “Temos superado os problemas”, ponderou.
A própria superintendente da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), Flávia Grosso, chegou a afirmar que, apesar de todos os ‘bombardeios’, o modelo continua batendo recordes. Os indicadores da autarquia apontam que houve uma elevação de 22,85% no faturamento dos primeiros cinco meses do ano (US$ 16.34 bilhões), quando comparado ao acumulado de 2010 (US$ 13.30 bilhões). “É uma fênix que a cada desafio sai mais forte”, avaliou.
O economista e vice-presidente do Corecon/AM (Conselho Regional de Economia do Estado do Amazonas), Aílson Nogueira, já havia afirmado que alguns setores do polo estariam aquecidos neste segundo semestre, como no caso da indústria de construção naval.
Segundo o gerente de Análise, Habilitação e Acompanhamento de Projetos da Seplan (Secretaria de Planejamento do Estado do Amazonas), Edmar Lopes, a entidade de serviço geológico do Brasil fará a análise necessária para dar início a construção das obras do Distrito Naval. “Estaremos respaldados”, analisou.
Desta forma, Lopes declara que há probabilidade da ‘tão esperada’ pedra fundamental ser lançada em agosto ou setembro, resultando na entrada de capital por estrangeiros que sondaram a possibilidade de se estabelecer na cidade. “Existem até estaleiros do Rio de Janeiro que estão pleiteando áreas na região e outros empreendimentos do segmento procurando fechar parcerias com as indústrias daqui”, encerrou.

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