Apesar de taxas mais altas, clientes buscam casas de factoring para crédito imediato

Com taxas em média 5% superiores àquelas cobradas nos bancos sobre os títulos de crédito futuro, as operações nas casas de factoring podem ser vantajosas para o empresário que precisa suprir o empreendimento, em tempo hábil, com recursos necessários para a realização de suas operações, como pagamento de fornecedores e de pessoal. Nas organizações bancárias, os juros variam de 2% a 2,5% ao mês, enquanto que nas sociedades de fomento mercantil, o fator de compra pode chegar a 7%.
“A necessidade de fazer dinheiro rápido para capital de giro é o que gera a busca por esse tipo de operação”, afirmou o economista e professor da Ufam (Universidade Federal do Amazonas), Sérgio Cardoso. Segundo ele, os clientes das casas de factoring são empresas de médio e pequeno porte que não têm um limite alto de crédito ou que têm restrições na Serasa.

Em um banco, a taxa de juros cobrada sobre os títulos creditórios, ou seja, os direitos resultantes das vendas mercantis ou prestações de serviços com emissão de nota fiscal, fatura ou duplicata, pode chegar a 2,5%, enquanto que nas casas de factoring, a taxação (aqui chamada de fator de compra) gira em torno dos 4%. Para Cardoso, a grande vantagem de se recorrer às sociedades do fomento é a agilidade na obtenção de dinheiro com a venda de direitos por um preço pactuado entre as partes. “O deságio do banco é menor que o de uma factoring, mas a burocracia e o tempo para conseguir os recursos são maiores”, ressaltou o economista.
Para a diretora da Rio Claro Trust de Recebíveis, Elizabete Coelho, muitos dos empresários que buscam a atividade comercial o fazem por não ter limite de crédito nos bancos suficiente para suas operações ou pela agilidade do processo. “No banco, leva-se dois a três dias pra que o valor caia na sua conta. Em uma factoring, você pode conseguir o dinheiro em questão de horas”, informou Elizabete.

Negócio de risco

Os gestores das casas de factoring afirmam que o motivo para as mesmas trabalharem com o fator de compra mais alto que os juros bancários reside no fato desse tipo de negócio ser obrigado, por força de lei, a atuar com capital próprio, o que o torna de alto risco.
Os bancos, ao contrário, atuam com capital de terceiros. “Mas como a concorrência nesse ramo está grande, o fator de compra tem ficado cada vez mais baixo. Nossa taxa, por exemplo, está em 3,98% para duplicatas de trinta dias”, comentou.

Bancos demoram mais

De acordo com a gerente comercial da S. E. Factoring, Shirley Feitosa, os bancos precisam de 24h a 48h para analisar o crédito. “Os nossos clientes precisam de capital para negociar com fornecedores, para a folha de pagamento, e para as demais operações do negócio no mínimo de tempo possível”, informou. “E como os bancos ainda cobram diversas tarifas, como para a movimentação de conta corrente, há quem afirme ser mais barato procurar uma factoring”, completou Shirley.
A gerente informou que o fator de compra da S. E. Factoring para títulos de 30 dias varia de 6% a 7%. “Algumas casas de fomento que trabalham com taxas menores o fazem por não incluir no fator de compra o cadastro de novos clientes, ou ainda a tarifa para geração de boleto, por exemplo. No final, a operação que parecia mais barata acaba saindo por um valor também de 7%, podendo chegar a 10%”, explicou.

Atuação duvidosa

Segundo o vice-presidente do Sinfac-AM (Sindicato das Sociedades de Fomento Mercantil Factoring do Amazonas), Valdemar Pinheiro, existem na cidade 12 organizações sindicalizadas. “É grande o número de empresas que se passa por casas de fomento, mas não em conformidade com a lei”, comentou, ressaltando que os interessados na atividade devem consultar os órgãos responsáveis, como o Sinfac ou a Anfac (Associação Nacional das Sociedades de Fomento Mercantil), sobre a legalidade do fomentador.
No mercado brasileiro, conforme dados da Anfac, o factoring mais atuante é o Convencional, ou seja, compra de direitos de créditos das empr

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