Apenas metade do potencial feminino é aproveitado

Minoria numérica no mercado de trabalho e donas dos menores salários, as mulheres vêm conquistando cada vez mais espaço dentro das companhias no mundo todo. Pesquisa apurada pela Manpower, líder mundial no segmento de serviços em Recursos Humanos, revelou, porém, que há ainda muito que percorrer quando o assunto é igualdade entre os sexos no ambiente corporativo. De acordo com o levantamento, apenas 49,1% do potencial produtivo feminino é bem aproveitado dentro das organizações, ante 74,3% da força de trabalho masculina. A companhia ouviu 29 mil gestores de 33 países, dentre eles Estados Unidos, França, Japão, Inglaterra, México e Canadá.
Embora mais mulheres que homens cheguem à graduação em ensino superior, apenas 60% estão empregadas, contra 75% no lado masculino. Isso é resultado de uma carga horária pouco flexível, de 40 horas semanais, que torna a empregabilidade de mulheres que precisam de tempo para se dedicar à família impossível.
“O melhor uso da mão-de-obra dessas colaboradoras pode acarretar em crescimento econômico, redução da pobreza e elevação do bem-estar social, colaborando para a manutenção do desenvolvimento sustentável dos países. As empresas que investem na inserção das mulheres no mundo empresarial têm chances maiores de prosperar no longo prazo, enquanto as que ainda não apostam nessa estratégia precisam reunir mais esforços para se manterem competitivas”, analisou o diretor-geral da Manpower Brasil, Augusto Costa.
“No nosso quadro de funcionários há um predomínio da mão-de-obra feminina: as mulheres correspondem a 66% dos funcionários diretos da Manpower e a 53% dos temporários alocados nos clientes. O mercado de trabalho brasileiro tem se preocupado cada vez mais em buscar profissionais qualificados, um quesito que deve ser sempre avaliado e demandado em qualquer região do globo. Dessa forma, a tendência é que haja mais igualdade entre os gêneros dentro das empresas ao longo do tempo”, comentou.
A responsabilidade sobre a família é um fator controverso quanto entrave à evolução da mulher e sua carreira no ­mercado de trabalho. Ao todo, 48% dos entrevistados acreditam que ele seja um obstáculo, enquanto 44% pensam que não. Contudo, 72% dos participantes afirmaram que já foram dirigidos por mulheres que atingiram a ­maternidade.
“Surpreendentemente, uma das razões pela baixa inserção das mulheres na alta gestão é a falta de vontade dessas colaboradoras em possuir tal atribuição. Apenas 12% das funcionárias questionadas aspiram por um cargo de nível máximo, enquanto que 19% dos homens têm esse desejo”, explicou Costa.

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