27 de junho de 2022

Apenas duas ­empresas ­entregam propostas ­pelos ­ativos da Vasp

A Vasp está em recuperação judicial com dívidas da ordem de R$ 5,5 ­bilhões, mas ativos de R$ 6,5 bilhões. As propostas serão ­abertas na pró­xima quarta-feira, em São Paulo.

A Digex, empresa de manutenção de São José dos Campos que tem como acionista o fundo americano de investimentos Matlin Patterson, ofereceu R$ 24 milhões pela área de manutenção da Vasp, segundo o presidente da Digex, Renato Cianflone. A OceanAir, do empresário German Efromovich, também entregou um envelope, mas o conteúdo não foi revelado.

As propostas serão abertas na próxima quarta-feira, na 1ª Vara de Falências e Recuperação de São Paulo, segundo o interventor da Vasp, Raul de Medeiros. De acordo com ele, os credores da Vasp terão pelo menos seis dias para avaliar as ofertas, que serão levadas para votação em assembléia dos credores da Vasp marcada para o dia 30.

Medeiros afirmou que, se não houver nenhuma dúvida sobre os conteúdos dos envelopes, haverá votação no mesmo dia. Caso contrário, poderá haver uma prorrogação para a votação.

O valor proposto pela Digex é o mesmo apresentado na primeira rodada de ofertas pelos ativos da Vasp, realizada no mês passado. Como a assembléia de credores da Vasp realizada no fim de setembro foi adiada para o próximo dia 30, a oferta da Digex perdeu validade, pois tinha como prazo o dia 12 de outubro. “Mudamos ­apenas algumas cláusulas da proposta”, afirmou Cianflone.

A OceanAir também já havia feito uma oferta pelos ativos da Vasp. Segundo Medeiros, a empresa estava interessada em todos os quatro ativos que estão sendo colocados à venda: manutenção; ensino e treinamento; despacho aeroportuário e transporte de cargas.

A Vasp está em recuperação judicial com dívidas da ordem de R$ 5,5 ­bilhões, mas ativos de R$ 6,5 bilhões.
O fundo Matlin Patterson é acionista da VarigLog, que em julho do ano passado arrematou a Varig por US$ 24 milhões. Em março deste ano a ex-subsidiária de logística e cargas da Varig vendeu a Varig para a Gol por US$ 320 milhões. O fundo Matlin cobra na Justiça US$ 186 milhões de seus sócios brasileiros, os investidores Marco Antonio Audi, Luiz Eduardo Gallo e Marcos Haftel.

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