Ano de 2019 encerra com queda na inadimplência no varejo

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O país apresentou um recuo de 0,2% no número de inadimplentes, em relação a 2018

Dados divulgados pelo Indicador de Inadimplência da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito), revelam o país fechou 2019 com leve recuo de 0,2% no número de consumidores com contas em atraso, em relação a 2018. 

A região Norte, que aparece fora dessa curva, teve um avanço de 4,8% no número de devedores, o que concentra o maior número de inadimplentes com contas no vermelho. O resultado sinaliza que 47,2% dos consumidores da região estão com o CPF negativado.

O presidente da CDL-Manaus (Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus), Ralph Assayag, explica que a região Norte sempre teve uma baixa inadimplência em relação à média nacional. Enquanto o Brasil apresenta 5,8%, a região trabalhava em torno de 4% e o Estado do Amazonas, especificamente, num percentual de 3,8%.

Ao comparar 2018 e 2019, Ralph avalia que teve uma recuperação menor do que o Brasil porque o Estado já apresentava um percentual menor. Ao considerar o  protagonismo da região neste crescimento, ao falar do Amazonas, ele enfatiza que em 2019 o Estado recebeu empresas que nunca tinham negativado e sempre guardava seu estoque de devedores como é o caso das empresas de água de luz “elas não negativavam na altura que deveriam e no fim do ano resolveram  fazer isso em sua totalidade”.  

Ralph considera ainda que a previsão do percentual que seria de 3,2% no número de adimplentes, subiu para 3,5% e, embora tímido, deverá se ajustar no ano de 2020. E enfatiza que os débitos com água e luz que fizeram toda a diferença no resultado. 

Para o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, a inadimplência mais bem-comportada neste início de ano reflete um cenário de recuperação de crédito, impulsionado pelas campanhas de renegociação promovidas no fim do ano passado. “A expectativa é de que a inadimplência siga em queda pelos próximos meses, mas a passos lentos. A aceleração desse quadro passa pela continuidade da melhora econômica e, em especial, daquilo que toca diretamente o bolso do consumidor: emprego e renda. Mesmo com a inadimplência caindo aos poucos, as famílias ainda enfrentam dificuldades para honrar seus compromissos em dia, tanto é que há um estoque elevado de pessoas com contas sem pagar”, explica Pellizzaro Junior.

Assayag endossa que a liberação do FGTS, as  novas contratações e o desempenho do PIM, contribuíram para que as pessoas que estavam negativadas e sem emprego, pudessem negociar as suas dívidas. “E o resultado das nossas negociações nos meses de outubro, novembro e dezembro ajudaram a reduzir esse cenário”, garante Ralph Assayag, acrescentando que a campanha anual de recuperação de crédito, promovida pela CDL-Manaus e pelo SPC, ‘Limpe seu Crédito e Faça seu Nome Brilhar’ conseguiu tirar 41.260 amazonenses da inadimplência em comércio e serviços. 

Conforme informações da CDL-Manaus no início de novembro, o Estado contava com 395 mil cadastros negativados. Ao longo do mês, 3.850 entraram e 21.180 saíram, deixando um estoque de 377 mil. Em dezembro, as saídas (25.730) voltaram a superar as entradas (1.800), reduzindo o total de registros para 353.070.

A maior parte dos contratos em aberto era (60%) liquidados em novembro e dezembro de 2019 de dívidas de até R$ 1.500, sendo que uma parcela de 20% era de contas de R$ 1501 a R$ 5.000 e os 20% restantes tinham valores superiores a R$ 5.000. Na divisão por gênero, 55% dos devedores era do sexo feminino e 45%, do masculino.

“Nós ainda somos menores que o país em relação à inadimplência. A nossa média agora é 3,1% que é bastante aceitável em relação ao Brasil’, frisou. 

Levantamento

A performance indica que 61 milhões de brasileiros tenham começado o ano de 2020 com alguma conta em atraso e com o CPF restrito para contratar crédito ou fazer compras parceladas.

Somando todas as pendências, cada consumidor inadimplente deve, em média, R$ 3.257,91. Já descontando os efeitos da inflação, os valores observados agora são 30% menores do que no início da série histórica, em 2010 (R$ 4.238,32). De modo geral, pouco mais da metade (52,8%) dos brasileiros inadimplentes têm dívidas em atraso de até R$ 1.000 e 47,2% acima desse valor. 

Na comparação anual, o número de dívidas teve recuo maior, de 3,3%, em relação a 2018. Com queda nos débitos relacionados aos débitos com o setor de comunicação -16,4%, (telefonia, internet e TV por assinatura),  as dívidas bancárias -1,9%, (cheque especial, cartão de crédito e empréstimos). Na contramão, subiram dívidas contraídas no comércio, via crediário (+0,9%) e os débitos básicos com água e luz (+2,1%).

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