Aníbal diz que Renan já deveria ter saído da presidência do Senado

Depois do episódio ocorrido na terça-feira (discussão entre o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia, e Renan), em que o presidente do Senado promoveu o rebaixamento total da instituição que preside, os senadores imaginavam que Renan teria a sensatez, a lucidez, ou o bom senso de se afastar da presidência do Senado.
Renan e Maia chegaram a bater boca no plenário do Senado depois que o democrata disse que o DEM vai obstruir as votações da Casa enquanto Renan estiver na presidência.
Aníbal participou ontem, em São Paulo, de um seminário do PSDB Nacional. O governador de São Paulo, José Serra, abriu o evento sobre crescimento econômico – uma preparação para o 3º Congresso do PSDB.
O presidente do Senado está sendo investigado pelo Conselho de Ética da Casa por supostamente ter utilizado recursos da empresa Mendes Júnior, via lobista, para pagar despesas pessoais, como pensão alimentícia e aluguel à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha fora do casamento. A representação foi feita pelo PSOL. Outras representações foram protocoladas na Mesa Diretora da Casa.
Segundo o deputado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem posição “ambígua” nas mais diferentes questões. “Agora imagino que ele também está começando a ficar inquieto. Existem matérias importantes a serem tratadas, questões que o Senado está sendo solicitado a se posicionar. E aí ele (Lula) está vendo a parede chegar perto. E vai bater”.
Na quarta-feira, Lula disse em Manágua (Nicarágua) que está na hora de as investigações sobre as denúncias envolvendo o presidente do Senado chegarem ao fim. “Esse caso não pode ficar a vida inteira dependendo dos discursos políticos, ou seja, em algum momento vai ter que decidir. O Senado julga, a Polícia Federal investiga ou a Suprema Corte julga, porque tudo tem que ter um começo, um meio e um fim. Eu acho que está chegando a hora de ter um fim, na medida em que se façam as investigações corretas”.
O evento do PSDB vai discutir “os fundamentos da economia e os desafios do crescimento”, e o objetivo é promover um debate sobre os motivos que levam o Brasil a não crescer de forma equivalente ao crescimento de outros países emergentes. O governador Serra levantou quatro tópicos para serem discutidos ao longo do dia. Além da comparação com outros países emergentes, o governador propôs que seja colocado em pauta o papel do Estado a médio e longo prazo, a absorção do crescimento da mão-de-obra no Brasil, além da promoção de um debate sobre os gargalos da infra-estrutura no país.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deveria ter previsto a crise no setor aéreo e tomado medidas para evitar o caos. “O governo dormiu no ponto. Estava evidente que havia desconexão, que faltava comando”, afirmou o tucano.
FHC preferiu não comentar as medidas tomadas pelo ministro Nelson Jobim (Defesa) e pelo Conac (Conselho de Aviação Civil), como a redução do número de slots – pousos ou decolagens – no aeroporto de Congonhas na zona sul de São Paulo.
“O ministro tomou medidas, mas eu não sou capaz de julgar se são boas ou ruins. Vamos ver ao longo do tempo”, afirmou o ex-presidente, que hoje participa em São Paulo de um seminário do PSDB Nacional.
Segundo o tucano, o problema que hoje mais irrita o brasileiro é a impunidade. FHC defendeu a investigação do acidente com o vôo 3054 da TAM e punição para os culpados para evitar a impunidade, que para o ex-presidente é a “chave de tudo” e a solução para resgatar a credibilidade no sistema.
“Tem que apurar a responsabilidade do acidente. Apurado, tem que punir, porque se não punir, o povo não tem confiança”, afirmou.
Na avaliação do ex-presidente, se os culpados não forem punidos, reproduz no país a tentativa de transgredir a lei. “Fica a impressão de que o crime compensa e isso está errado”.

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