Anavilhanas atrai negócios

Sem fazer alarde, o município de Novo Airão (à margem do rio Negro, com sede distante 180 km de Manaus por estrada), vem se destacando no setor turístico do Estado devido às belezas naturais que podem ser encontradas naquela região

Sem fazer alarde, o município de Novo Airão (à margem do rio Negro, com sede distante 180 km de Manaus por estrada), vem se destacando no setor turístico do Estado devido às belezas naturais que podem ser encontradas naquela região, mas principalmente por causa dos empreendedores. É nesse cenário que pequenas cooperativas e associações de artesanato, madeira e, principalmente, hotéis e pousadas aumentam suas apostas.
O município possui dois Parques Nacionais: o de Anavilhanas (com o maior arquipélago fluvial do planeta) e o Jaú (maior área de conservação dentro de um país), além do Parque Estadual do Rio Negro e da reserva dos Waimiri-Atroari. A 23 km da cidade, o caudaloso igarapé do Mato Grosso, de águas negras e geladas, ainda preservado, lembra bem os igarapés que existiram em Manaus há 50 anos.
Já na cidade de Novo Airão uma simples brincadeira de criança, iniciada há 17 anos, se tornou num dos maiores atrativos de turistas de todo o planeta para a cidade: o contato com os botos à margem do rio feito por qualquer pessoa, agora sob a supervisão do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).
No artesanato dois segmentos empregam algumas dezenas de famílias: o de palha (que confecciona tapetes, cestos, peneiras, luminárias entre outros produtos), da AANA (Associação dos Artesãos de Novo Airão); e o de madeira (que produz uma infinidade de produtos com madeira reciclada), da Fundação Almerinda Malaquias.
Com a chegada de visitantes, outro segmento que tem crescido bastante é o de hospedagens, tanto para quem tem dinheiro para gastar (Pousadas Bela Vista, Mirante do Gavião, Tarântula, Recanto das Orquídeas e Cabocla – num total de 100 apartamentos) com diárias que variam de R$ 125, a cerca de R$ 200, quanto para quem tem muito dinheiro para gastar, como o Anavilhanas Jungle Lodge, com diárias acima de R$ 1.000. E não faltam hóspedes em todos eles, nos finais de semana e feriados.

O maior empregador privado

O paulista Augusto Costa Filho é o proprietário do Anavilhanas Jungle Lodge, inaugurado em março de 2007. O empresário conheceu o hotel de luxo Rio Negro Lodge, localizado em plena floresta, entre os municípios de Santa Izabel do Rio Negro e Barcelos, e resolveu construir um nos mesmos moldes. “Fizemos um investimento, em valores de hoje, da ordem de R$ 3 milhões, que se pagou com pouco mais de quatro anos. Demorou um pouco porque 10% do faturamento sempre foi reinvestido no lodge”, explicou.
O Anavilhanas está “imerso” na floresta com uma construção baseada na arquitetura indígena causando o menor impacto possível no meio ambiente. São 16 chalés e 4 bangalôs com varanda privativa. Todos possuem ar condicionado, cama box, frigobar, secador de cabelo, ducha quente e fria, sendo que os bangalôs, com paredes de vidro, possuem TV LCD com canais SKY HD. Na área de lazer, piscina de frente para o rio Negro e o arquipélago de Anavilhanas, redário, lounge, uma pequena biblioteca e internet.
Atualmente o Anavilhanas é o maior empregador privado de Novo Airão com 45 funcionários registrados e a contratação de mais dez temporários na alta temporada. “São motoristas, guias, canoeiros, camareiras, auxiliares de cozinha, vigias, gerentes de compras, de RH, Operacional e chefe de atendimento, com salários superiores a mil reais. Todos moram em Novo Airão, são transportados da cidade até aqui e daqui até a cidade de voadeira e fazem suas refeições no próprio hotel. Também abri uma linha de crédito para eles, que podem fazer pequenos empréstimos sem pagar juros”, acrescentou.
Funcionando 24 horas, o Anavilhanas recebe turistas, pela ordem de nacionalidade, dos Estados Unidos, Inglaterra, França, Alemanha e demais países europeus. Os brasileiros representam 30% dessa demanda. Por tabela esses visitantes ainda ajudam na economia da cidade. “O Anavilhanas é o maior comprador dos artesanatos da AANA e da Almerinda Malaquias, utilizados no hotel e revendidos para os turistas”, disse, e finalizou, “independente de governos, é a iniciativa privada que precisa levar adiante projetos turísticos nas cidades amazônicas com potencial turístico”.
Os interessados em trabalhar no Anavilhanas, podem enviar seus currículos para o site do hotel.

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