Analistas prevêem corte menor de juros em 2008 e inflação maior

A previsão faz parte do boletim Focus, divulgado semanalmente pelo BC, que também mostra uma elevação nas expectativas de inflação.
Para este ano, a aposta é que a autoridade monetária faça mais um corte na taxa Selic, para 11% ao ano, na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que será em outubro.
Na última reunião, o comitê reduziu a taxa Selic para 11,25% ao ano. A ata do encontro afirma que os diretores cogitaram não cortar os juros e que o aquecimento da atividade econômica implicava em risco para a trajetória da inflação. Embora as decisões de política monetária desses últimos meses do ano tenham impacto sobre a economia no ano que vem, os analistas mantiveram as projeções para este ano e ajustarem apenas as de 2008.
Sobre a inflação, o mercado realizou mais um ajuste para cima nas expectativas -sexta elevação consecutiva. A proje-ção para o IPCA (Índice de Pre-ços ao Consumidor Amplo) passou de 4,01% para 4,02%. Para o ano que vem, foi eleva-da para 4,10% -estava em 4%.

O centro da meta é de 4,5% do IPCA e é o BC que tem a responsabilidade de fazer com que ela seja cumprida. Para conter a inflação, a autoridade monetária pode, por exemplo, aumentar as taxas de juros ou cessar o processo de redução da Selic.
Já a expectativa para o IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) foi elevada de 5,01% para 5,24%. Já a do IGP-M (Índice Geral de Preços Mercado) passou de 4,85% para 4,96% neste ano. Para 2008, a previsão está em 4% e 4,18%, respectivamente.
A projeção para a expansão da economia brasileira continua no mesmo patamar. Os analis tas do mercado esperam que o PIB (Produto Interno Bruto) tenha um crescimento de 4,70%. Para 2008, a expectativa foi elevada de 4,33% para 4,37%.

Em relação à produção industrial, a aposta de crescimento para este ano está em 4,97%, ante 4,94% previstos anteriormente. Em 2008, a estimativa é de aumento de 4,50%.
A projeção para o superávit da balança comercial, que é o saldo positivo entre exportações e importações, foi mantida em US$ 42 bilhões. Os analistas mantiveram ainda a projeção sobre a cotação do dólar, R$ 1,90 em dezembro.

IPC desacelera

O recuo nos preços dos alimentos fez com que o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) registrasse desaceleração no período encerrado no último dia 22, para 0,25%, contra a alta de 0,32% da semana anterior. Foi a menor taxa desde a quarta semana de novembro de 2006, quando houve alta de 0,24%, informou a FGV (Fundação Getúlio Vargas).
Os grupos Saúde e Cuidados Pessoais (0,28% para 0,17%), Transportes (-0,32% para -0,37%) e Habitação (0,50% para 0,47%) também recuaram.
Os destaques foram os itens Artigos de Higiene e Cuidado Pessoal (0,39% para 0,01%), Gasolina (-0,47% para -0,76%) e Tarifa de Telefone Residencial (0,57% para 0,20%), respectivamente.

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